quarta-feira, agosto 16, 2017

SOCIEDADE VITIMADA

Mais uma vez a sociedade é vitimada pela ação dos políticos do Congresso. Trata-se do que eles chamam de "reforma política", mas que não passa de uma forma de tirar dinheiro do povo e permanecer no poder, após 2018. E não se trata de pouco dinheiro: são R$ 3,6 bilhões que serão destinados, segundo eles, ao financiamento das eleições do próximo ano, sob o pretexto de que não existe mais o financiamento privado, através de empresas. Com o cinismo de sempre, os parlamentares vêm chamando esse assalto ao cidadão de "fundo de financiamento à democracia". Me faz lembrar a já extinta Alemanha Oriental, país comunista sob regime totalitário, que oficialmente era chamado de "República Democrática Alemã" Pois o que os deputados estão a praticar pode ser tudo , menos democrático.A reforma na Câmara se processa sob total ausência de participação popular, e em total discordância com a vontade do povo. Como se essa agressão não bastasse, os deputados decidiram alterar o sistema eleitoral de proporcional para majoritário, com a promessa de que em 2022 será reformado mais uma vez para o distrital misto. Por que não permanecer com o sistema proporcional? Por que inventar o tal distritão? É que os congressistas envolvidos em corrupção acham que assim será mais fácil serem reeleitos, permanecerem com foro privilegiado, e continuarem impunes. É obrigação da sociedade reagir a isso.

quinta-feira, agosto 03, 2017

INSTINTO DE DEFESA

Nenhuma causa nobre moveu os deputados a votarem contra a investigação de Temer pelo STF. Embora em seus discursos justificassem sua posição pela necessidade de continuarem as reformas, a verdade era bem outra: votaram com Temer por instinto de auto defesa: protegendo o presidente de uma investida da PGR, estariam por consequência se protegendo. A justificativa da defesa da continuidade das reformas, portanto, soa falso na medida em que Temer é importante , mas não essencial para a continuidade dos projetos. Se fosse aceita a denúncia , e Temer afastado, seu substituto, Rodrigo Maia poderia perfeitamente dar continuidade à pauta reformista pelo fato de ser afinado com ela. Portanto, a desculpa não colou. Temer venceu essa etapa basicamente por dois motivos: conhece a Câmara como ninguém e praticou com grande desenvoltura o "é dando que se recebe". Essa prática não foi inaugurada por Temer. Desde o governo Sarney - passando por FHC, Lula e Dilma - é tradição essa troca de favores:o voto dos deputados a favor do governo em troca de cargos e emendas orçamentárias. A novidade está no fato de que pela primeira vez um presidente usou desse artifício para escapar das garras da justiça, acusado que é por corrupção passiva.