terça-feira, agosto 22, 2017

INTERESSA AOS POLÍTICOS, NÃO À SOCIEDADE

  "Distritão", proporcional, distrital miso, "distritão misto". A mídia vem sendo inflacionada por termos que a maioria das pessoas nem imagina o que sejam. É que a chamada reforma política, em discussão no Congresso,interessa aos políticos, não à sociedade. É uma invenção dos políticos, de última hora, para se reelegerem e garantirem o foro privilegiado, uma vez que grande parte deles está sob graves acusações de corrupção. Mas escolher o melhor sistema não tem sido fácil para os nobres parlamentares, e as propostas se sucedem a cada dia, sem que cheguem a um acordo sobre o sistema eleitoral que pretendem. Começaram pelo distritão, sistema adotado em dois ou três países, no mundo inteiro. Mas o entusiasmo por esse tipo de votação durou pouco. Sob o argumento de que o "distritão", se adotado, vai provocar o enfraquecimento dos partidos, inventaram o "distritão misto", no qual se vota no candidato e no partido. Sem consenso, muitos deputados passaram a defender a manutenção do sistema atual, o do voto proporcional. Fica do jeito que está. Afinal, foram eleitos por esse sistema, e melhor o certo do que o duvidoso. Do que eles não abrem mão é do fundão eleitoral para financiar as eleições de 2018. Como o valor proposto, de R$3,6 bilhões, causou polêmica, eles passaram a admitir uma redução no montante, permanecendo porém o financiamento público.Ou seja, se eu, você, todos nós não votarmos com consciência nas próximas eleições, vamos reconduzir ao Congresso, com o nosso dinheiro, os mesmos corruptos e incompetentes que lá se encontram.

quarta-feira, agosto 16, 2017

SOCIEDADE VITIMADA

Mais uma vez a sociedade é vitimada pela ação dos políticos do Congresso. Trata-se do que eles chamam de "reforma política", mas que não passa de uma forma de tirar dinheiro do povo e permanecer no poder, após 2018. E não se trata de pouco dinheiro: são R$ 3,6 bilhões que serão destinados, segundo eles, ao financiamento das eleições do próximo ano, sob o pretexto de que não existe mais o financiamento privado, através de empresas. Com o cinismo de sempre, os parlamentares vêm chamando esse assalto ao cidadão de "fundo de financiamento à democracia". Me faz lembrar a já extinta Alemanha Oriental, país comunista sob regime totalitário, que oficialmente era chamado de "República Democrática Alemã" Pois o que os deputados estão a praticar pode ser tudo , menos democrático.A reforma na Câmara se processa sob total ausência de participação popular, e em total discordância com a vontade do povo. Como se essa agressão não bastasse, os deputados decidiram alterar o sistema eleitoral de proporcional para majoritário, com a promessa de que em 2022 será reformado mais uma vez para o distrital misto. Por que não permanecer com o sistema proporcional? Por que inventar o tal distritão? É que os congressistas envolvidos em corrupção acham que assim será mais fácil serem reeleitos, permanecerem com foro privilegiado, e continuarem impunes. É obrigação da sociedade reagir a isso.

quinta-feira, agosto 03, 2017

INSTINTO DE DEFESA

Nenhuma causa nobre moveu os deputados a votarem contra a investigação de Temer pelo STF. Embora em seus discursos justificassem sua posição pela necessidade de continuarem as reformas, a verdade era bem outra: votaram com Temer por instinto de auto defesa: protegendo o presidente de uma investida da PGR, estariam por consequência se protegendo. A justificativa da defesa da continuidade das reformas, portanto, soa falso na medida em que Temer é importante , mas não essencial para a continuidade dos projetos. Se fosse aceita a denúncia , e Temer afastado, seu substituto, Rodrigo Maia poderia perfeitamente dar continuidade à pauta reformista pelo fato de ser afinado com ela. Portanto, a desculpa não colou. Temer venceu essa etapa basicamente por dois motivos: conhece a Câmara como ninguém e praticou com grande desenvoltura o "é dando que se recebe". Essa prática não foi inaugurada por Temer. Desde o governo Sarney - passando por FHC, Lula e Dilma - é tradição essa troca de favores:o voto dos deputados a favor do governo em troca de cargos e emendas orçamentárias. A novidade está no fato de que pela primeira vez um presidente usou desse artifício para escapar das garras da justiça, acusado que é por corrupção passiva.