quarta-feira, junho 28, 2017

SAÍDA URGENTE

Com pouco mais de um ano de governo, Temer tornou-se um incômodo. O político que foi escolhido num acordo entre o PT e o PMDB para ser vice na Chapa encabeçada por Dilma, revela-se comprometido com as reformas, mas também com a corrupção. Denunciado por associação criminosa com o empresário Joesley Batista, de quem recebia propinas, segundo o PGR, Temer age como se a faixa presidencial fosse propriedade sua, e não renuncia ao cargo. Enquanto isso, o Brasil sangra. As medidas necessárias para que o País saia da crise estão em compasso de espera no Congresso. Com a base aliada se esfacelando, Temer promete benesses ao grupo de deputados fisiológicos de baixa confiabilidade, conhecidos, como "centrão", em troca dos votos para que se livre do processo no STF. É bom lembrar que se trata do mesmo grupo que apoiava Eduardo Cunha e que depois voltou-se contra ele. Em defesa da permanência de Temer, alega-se a ausência de nomes para substituí-lo. Não se trata de encontrar nomes, pois a solução é Constitucional. E a Constituição determina que, com o afastamento do presidente, assume o presidente da Câmara. Afastado definitivamente, o Congresso elege seu sucessor. O que falta, portanto, não são nomes para suceder Temer. Falta vontade política dos parlamentares, grande parte deles também sob suspeição, e investigados.Para solucionar esse impasse que tanto mal faz ao Brasil, Temer tem que deixar o cargo com urgência. Depois, é só seguir o que manda a Constituição.

sexta-feira, junho 23, 2017

POLÍTICA E POLÍTICOS

 Está errado o ministro Fachin ao afirmar que as instituições não estão em crise. As instituições só funcionam perfeitamente quando seus membros estão a cumprir o seu papel constitucional. E não é o que acontece no Brasil, onde os três poderes estão evidentemente corrompidos. Temos um presidente da República acuado por sucessivas denúncias; um Congresso onde mais da metade de seus integrantes estão vendidos aos interesses de grandes empresas; e um judiciário sob suspeição ao emitir sentenças de caráter mais político do que jurídico. Entretanto, Fachin está certo quando fala sobre a criminalização da política. Quem deve ser criminalizado são os políticos, não a política. Não existe saída fora da política, a não ser que o País opte pelo anarquismo. Mesmo nas ditaduras mais ferrenhas as decisões são políticas. O que de fato está em jogo, e sob risco, é a democracia. Muitos estão a defender uma ditadura. Eu defendo a democracia, e creio que a limpeza que a Lava Jato está a fazer, separando o joio do trigo, fará  com que as instituições voltem a funcionar plenamente.

terça-feira, junho 20, 2017

TEMER SEPULTA AS REFORMAS


A fraqueza do governo Temer já se manifesta no comportamento de  sua base de apoio no Congresso. Na votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais  do Senado, os governistas contavam com a aprovação do relatório do senador Ricardo Ferraço , mas acabaram sendo derrotados por 10x9. É uma derrota sintomática, que acende o sinal amarelo para o próprio futuro das reformas. Como o País está praticamente sem governo, uma vez que o presidente passa a maior tempo se defendendo das acusações, é bem provável que os deputados e senadores , com a proximidade das eleições não queiram arriscar o seu futuro político aprovando reformas necessária, porém impopulares. As reformas foram geradas no governo Temer e poderão ser sepultadas por culpa exclusiva do presidente , que insiste em se manter no cargo. Tivesse um mínimo de grandeza, Temer já deveria ter renunciado, abrindo caminho para  aascensão ao poder, de forma indireta como manda a Constituição, de um político também favorável às reformas  e com força suficiente para levá-las adiante.

quinta-feira, junho 15, 2017

COMPORTAMENTO USUAL

Militantes do PT afirmam que Miriam Leitão mentiu ao dizer que foi abordada e agredida por militantes do PT num voo para o Rio de Janeiro. Entre a palavra dos petistas e  a de Miriam, fico com a jornalista. O que teria Miriam a ganhar ao inventar ou exagerar no relato desse fato? O comportamento usual da militância dos vermelhos nos leva a crer serem eles capazes a esse  comportamento. O PT e seus aliados não se conformaram ainda com a deposição constitucional de Dilma Rousseff e despejam a sua ira sobre tudo e sobre todos que, de alguma forma, apoiaram a saída  da presidente.

sexta-feira, junho 09, 2017

PELA PORTA DO FUNDO DA HISTÓRIA



Quatro dos sete ministros do STJ iniciaram o julgamento com o firme propósito de absolver Temer e Dilma. Para eles, de nada vale o relatório completo e bem embasado por provas que mostram de maneira cabal a existência de dinheiro sujo na campanha da chapa PT-PMDB. O esforço do relator Herman Benjamin parece ter sido em vão. Fica demonstrado que, no Brasil, a justiça, quando se trata de poderosos, é falha. O tribunal perdeu a grande chance de entrar para a História de maneira honrosa. Vai ser lembrado como o tribunal que diante das evidências de ilicitudes, fechou os olhos e se tornou conivente com o crime. Lamentável.