quinta-feira, maio 18, 2017

O PAPEL DO CENTRO NA CRISE ATUAL




Caso Temer caia, o que é quase certo, somente um amplo acordo será capaz de fazer o sucessor escolhido chegar a bom termo. Mas como chegar a um acordo, se o País está dividido e os políticos completamente desacreditados? Um acordo nacional só se faria com um consenso na sociedade. Mas a sociedade está radicalizada ideologicamente, como nunca esteve. À esquerda  , os partidários do PT e seus aliados, defensores do atraso, que acreditam que a Venezuela e Cuba são referências para o Brasil.  À direita, os  radicais  se constituem em dois grupos: os que não acreditam na democracia e clamam por intervenção militar, e os que “acreditam”, desde que o presidente seja Jair Bolsonaro. O centro, liberal ou conservador,que deveria ser o fiel da balança, parece tímido ante a gritaria dos radicais de um lado e de outro. É do centro que depende agora a dose necessária de bom senso para que  se encontre um rumo para que o Brasil acabe de atravessar a “pinguela”,o  que Temer não soube fazer.  A gritaria atual dos radicais não pode prevalecer sobre o grito cívico de milhões que foram às ruas , em 2013 e 2014, para pedir o fim da corrupção e o impeachment de Dilma. Nesse sentido, acho se falar em eleições diretas agora, momento propício para que demagogos, populistas e salvadores da pátria se sobressaiam. Lula, por exemplo, não condenado nem em primeira instância poderia vir a ser candidato. Portanto, o momento é de cautela e de obediência à Constituição. Alterar a Lei no calor da crise, muito mais do que simples casuismo, pode parecer golpe. 2018 está logo aí, e haverá tempo para a  sociedade refletir,amadurecer e escolher um candidato que realmente tenha liderança e a represente.

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