terça-feira, janeiro 31, 2017

MAIA QUER MAIS



O deputado federal Rodrigo Maia, eleito pelos seus pares para concluir o mandato do deputado cassado Eduardo Cunha, gostou da cadeira da presidência da Câmara, e agora quer porque quer ser eleito para um mandato completo. Embora as pesquisas indiquem que ele tem o apoio da maioria, um grupo de deputados resiste, de olho no cargo, e considera a atitude de Maia inconstitucional. Os também candidatos  Jovair Arantes, Rogério Rosso, Júlio Delgado  e André Figueiredo foram bater à porta do STF alegando inconstitucionalidade e  pedindo a nulidade da candidatura do deputado fluminense. No fundo, sabem que não têm a mínima chance, e procuram barganhar cargos na futura legislatura.

Quando Maia assumiu a presidência, o fez sob um consenso tácito de que apenas concluiria o mandato de Cunha. Mas o político fluminense gostou do que viu e se entusiasmou com o poder de um cargo que lhe possibilita, entre outras vantagens a de  substituir eventualmente o presidente da República, uma vez que Temer não possui vice. Maia ganhou apoio da maioria governista por cumprir fielmente a agenda do Executivo, sendo considerada peça  fundamental para o andamento das reformas em curso. Agora recebe  o apoio velado de Temer, que se declara neutro , mas nos bastidores trabalha pela recondução de Maia.

E nós o que temos a ver com isso? Pouca coisa, pois se trata de uma disputa interna por cargos e posições no governo, atividade que os políticos sempre fizeram de melhor. Refletimos que todo esse esforço e dedicação poderiam estar dirigidos  à tarefa de encontrar soluções para a maior crise que o País viveu nas últimas décadas. Mas os  nobres parlamentares passam longe disso. Não que a disputa pela presidência da Câmara seja pouco importante e não deva interessar à sociedade. Mas todo esse imbróglio poderia ser resolvido com tranqüilidade se os deputados tivessem mais equilíbrio, espírito democrático e respeito às leis..

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