quarta-feira, novembro 30, 2016

INCONFORMADOS PROTESTAM E VANDALIZAM




Quando estava no governo, a esquerda gastou o que não podia e o que não devia. Resultado: um País endividado e   em crise. Mesmo assim, os vermelhos se agitam contra o projeto que se propõe a reduzir os gastos do governo. Na última terça-feira a Praça dos Três Poderes se transformou num campo de batalha, quando os que protestavam passaram das manifestações pacíficas “contra Temer e contra a PEC dos gastos” a atos de extremo vandalismo contra o Patrimônio Público, durante a votação do projeto, no Senado.

Na verdade, esses discípulos de Lula e Fidel, mais do que  atacar a falta de recursos para a educação e saúde, como alegam, se revoltam  e mostram a sua inconformidade  com a saída forçada do poder,  e a conseqüente perda de cargos e privilégios a que estavam acostumados, e que, se traduzirão, agora, em demissões e em redução ou congelamento de salários.  Na verdade, esse pessoal representa uma parcela menor da sociedade, que faz  muito barulho,  nada produz  e muito consome  em termos de verbas públicas. São os  sanguessugas do Estado.

A atual equipe econômica aplica uma política sóbria e conservadora,  não por maldade ou sadismo, mas porque não há outro jeito: o PT quebrou o Brasil. Estados e municípios estão com a corda no pescoço,  e  seus recursos mal dão para pagar o funcionalismo. Negar esse fato é estar cego ou mal-intencionado.

Depois de ter conduzido o País à maior crise das  últimas décadas, com queda da atividade econômica, inflação e desemprego, o PT tem ainda a ousadia  e o cinismo de dar lições de governança. O projeto de Emenda Constitucional que prevê um teto para os gastos pode até resultar em fracasso, mas é uma proposta racional para recolocar as contas públicas em dia. Quanto à oposição vermelha, é bom lembrar que em 1994, o PT  se colocou  contra o Plano Real, na contramão do desejo da sociedade.

quarta-feira, novembro 23, 2016

segunda-feira, novembro 21, 2016

PROTEGENDO CRIMINOSOS?



A sociedade está, com toda razão, indignada e revoltada. Praticamente a cada semana são revelados fatos de corrupção protagonizados por políticos e agentes públicos. Na maioria das vezes, não se trata de casos isolados ou atitudes individuais, mas sim de verdadeiros esquemas montados para  assaltar descaradamente os cofres públicos. As últimas revelações atingem  os ex-governadores do Rio, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral, presos na última semana, o primeiro por compra de votos, e o segundo por chefiar uma organização criminosa de distribuição de propinas milionárias e lavagem de dinheiro.

A Justiça Federal, em especial o juiz Sérgio Moro, tem feito bem a sua parte, embora suspeitos poderosos, como o ex-presidente Lula e o presidente do Congresso, Renan Calheiros ladrem contra a sua atuação. Mas o Supremo Tribunal Federal, sob cuja responsabilidade estão os processos envolvendo políticos no exercício dos  mandatos, tem se comportado com extrema cautela , pra não dizer covardia ou conivência.

Não atua com a mesma celeridade da justiça de primeira instância, e os processos da Lava Jato sob sua responsabilidade dormitam em berço esplêndido. Enquanto em Curitiba os processos julgados e concluídos atingem mais de uma centena, no STF nenhum político foi processado e julgado. Não bastasse, alguns políticos têm a desfaçatez de ditar normas ao judiciário, no sentido de  impor um freio na Lava Jato. É o caso de Renan Calheiros, político suspeitíssimo, com meia dúzia de processos pendentes no Supremo, ainda  se julga com autoridade moral  para impor regras à Justiça.

A verdade é que o STF não tem participado do esforço no sentido da moralização da atividade pública no País. Isso nos leva a indagar se não seria o momento  de discutir e rever,  através de uma reforma constitucional, a organização e a forma de atuação dessa instituição. Como está o STF não pode ficar. Tem  passado o sentimento de que defende a impunidade e protege os políticos criminosos.

terça-feira, novembro 15, 2016

PLANEJANDO O ASSALTO




Quando se trata de assaltar o bolso do cidadão, os políticos são criativos. O deputado tucano Marcus Pestana que o diga. Ele quer que o Imposto de Renda sustente sozinho, partidos e campanhas eleitorais. Sob o argumento de que com a crise econômica e a proibição de doação de empresas, os partidos passam por momentos de dificuldade financeira, o deputado mineiro apresentou um Projeto de Lei (PL), na Câmara, segundo o qual os contribuintes entregariam aos partidos R$ 3 bilhões anuais. Para isso seria criado o Fundo de Financiamento à Democracia (FFD) em substituição ao atual Fundo Partidário.

Os políticos parecem viver em outro planeta e desconhecer a dimensão da atual crise que atinge o País. Esquecem-se de que sua função é legislar e fiscalizar o Executivo, não trabalhar em causa própria, como acontece. É muito atrevimento uma proposta como a do deputado Pestana. Se os partidos reivindicam mais recursos, que os consigam através de outros meios que não assalte o bolso do cidadão, num País onde a carga tributária já é absurda.

Aliás, o contribuinte, há muito vem financiando as campanhas e os partidos, seja por meio do tal Fundo Partidário, seja mesmo através do chamado “caixa 1”, que são recursos legalmente arrecadados , mas que a operação Lava Jato revelou serem de fato propinas  geradas pelas relações promíscuas entre agentes do governo e empreiteiras.

A solução talvez esteja com o professor Antonio Testa (UnB), que sugere  que os partidos busquem renovar as suas bases e “buscar financiamento com pessoas físicas que acreditam em suas idéias “. É assim, com o aperfeiçoamento dos partidos e o engajamento dos cidadãos no processo político,  que a democracia se aperfeiçoa.

sexta-feira, novembro 11, 2016

PAGANDO O PATO





Que a União, Estados, e Municípios estão com a corda no pescoço, todos sabemos. Que medidas drásticas de corte de despesas e congelamento ou redução de salários e benefícios talvez sejam necessárias, todos sabemos. Mas essas medidas, como a redução em  30% dos salários do funcionalismo proposta pelo governador do Rio, somente serão aceitas pela população se todos fizerem o sacrifício. Ou seja, a redução que vem sendo eufemisticamente chamada de "contribuição” deve atingir  a elite do funcionalismo, desde o presidente da República ao mais humilde funcionário. O exemplo deve partir de cima. Será que os ministros do Supremo desembargadores e os parlamentares aceitariam uma redução em seus salários? O que não pode é apenas a parte mais fraca do funcionalismo pagar o pato pelos erros dos dirigentes.

quarta-feira, novembro 09, 2016

POPULISMO DE DIREITA




Louco ou gênio? O que se sabe, por enquanto, é que Donald Trump é uma surpresa, e uma incógnita. Surpresa porque a maioria da mídia e dos institutos de pesquisa dava como certa a vitória de Hillary; incógnita porque seria perigoso para o mundo se Trump colocasse em prática o que anunciou em campanha. Todo o bla bla bla do candidato terá  sido factóide para conquista eleitores, ou representava o real sentimento do candidato? É bom lembrar que Trump não pode fazer tudo sem a aprovação do Congresso. Assim é que o projeto de construção de  muro separando os EUA do México pode ficar apenas na promessa. O fato é que a  eleição do republicano segue uma tendência mundial pelo conservadorismo. Nos Estados Unidos,  a maioria disse não aos muçulmanos, não aos mexicanos, não aos gays, e não ao aborto. Disseram não ao envolvimento do país em conflitos externos, e sim  a reserva de mercado. Os Estados Unidos inauguram com Trump uma espécie de populismo de direita