sexta-feira, setembro 23, 2016

QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA




O ex-presidente Lula gosta de se fazer de vítima, tática que adotou  para se defender da justiça. Ao invés de apresentar argumentos e provas de sua alegada inocência – o que sabemos, impossível - ,contra-atacou mirando a Polícia Federal, o Ministério Público e o juiz Sérgio Moro. Acusa-os de um complô, tramado nos porões da CIA, visando desestabilizar governos de esquerda na América Latina. Seria cômico, se não fosse trágico.

 Lula vem sendo investigado e denunciado não pela sua suposta ideologia, mas porque seria o responsável principal  pelo maior esquema de assalto aos cofres da Nação, visando fazer com que o seu partido se eternize no poder, e o enriquecimento pessoal de seus dirigentes. Roubalheira pura, portanto.
Lula é o exemplo pronto e acabado de como no Brasil políticos se enriquecem rapidamente sem jamais terem experimentado as agruras e recompensas da iniciativa privada. Todos os bens do petista, que agora vêm à tona, advieram quando no exercício de suas funções públicas.

Na sua longa carreira política, Lula presidiu Sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo, foi presidente do PT, deputado federal e presidente da República. Tal fenômeno – o enriquecimento por meio de cargos públicos – é difícil de acontecer em democracias evoluídas, e comum  em ditaduras corruptas. O Brasil não é uma democracia evoluída nem uma ditadura, mas é o reino da impunidade.

Mas a justiça tarda, mas não falha. Com a operação Lava Jato sob o comando de Sérgio Moro, as coisas estão sendo colocadas em seus devidos lugares, e os políticos, que antes zombavam da justiça, agora  tremem de medo e já articulam,  no Congresso, sob o comando de Renan Calheiros, projetos de leis visando barrar o avanço da operação. A sociedade não permitirá mais esse golpe e, um a um, cairão nas mãos da justiça. Pelo menos, é isso que espera a sociedade brasileira.

segunda-feira, setembro 19, 2016

"PRENDAM OS PROCURADORES”




Parte significativa da mídia preocupou-se mais com a forma do que com o conteúdo, em relação  à denúncia contra Lula, pelo  MPF, no âmbito da Lava Jato. O petista foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro, acusado,  com provas, de  ser  o proprietário do tríplex do Guarujá. Os procuradores da força-tarefa concluíram também  ser ele o comandante máximo do esquema que assaltou os cofres da Petrobras.

Bastou para que,  na última semana, a simpatia partidária de jornalistas e órgãos da imprensa, até então enrustida, viesse à tona: mesas de discussões e entrevistas foram formadas, e, numa sequência de ataques, os procuradores foram acusados  de precipitados, incompetentes e irresponsáveis, enquanto Lula, o motivo da denúncia, era surpreendentemente  preservado. De fato, os jovens procuradores podem não ter agido  com a cautela devida, e extrapolado de suas funções. Agiram de maneira açodada quando acusaram  o líder petista de chefiar uma quadrilha , fato que todos suspeitam, mas que no âmbito da justiça precisa ser provado.

 Mas o teatro montado no anúncio da denúncia é fato infinitamente menor do que o conteúdo que estava sendo denunciado. O líder do PT é personagem central do noticiário sobre corrupção desde os idos  do Mensalão, isso se quisermos ser condescendentes e eliminarmos o episódio de São Caetano, até hoje não esclarecido. O que os procuradores fizeram foi agir  de maneira como há muito  a sociedade  esperava.

Afinal, acusar um “mito” da esquerda não é tarefa fácil e requer determinação. Prender um líder cegamente obedecido por uma significativa parcela da sociedade, e admirado por setores da intelectualidade é tarefa que requer maior coragem ainda. Nesse sentido, é sintomático que o juiz Sergio Moro, responsável pela condução  à Curitiba de tubarões da política e do  empresariado, muitos deles amigos íntimos e companheiros de partido de Lula, não tenha feito o mesmo com o líder petista.

O fato é que ele continua livre leve e solto, e só foi incomodado uma única vez, quando do seu depoimento `a PF no aeroporto de Guarulhos. Lula mais do que ninguém conhece a sua importância, para o bem e para o mal, e sabe usar politicamente os seus contratempos com a justiça, vitimizando-se e procurando agregar seus militantes, transformando uma causa pessoal numa luta política

Quem não pode continuar militando na  causa de Lula e do PT  são setores da imprensa tupiniquim que, na última semana, só faltaram exigir  que Lula fosse preservado e os procuradores presos, só porque acusaram Lula de chefe de quadrilha.

quarta-feira, setembro 14, 2016

terça-feira, setembro 13, 2016

NAS MÃOS DE MORO



O agora ex-deputado Eduardo Cunha quis voar mais alto do que suas asas permitiam e se deu mal. Envolvido no propinoduto da Petrobras, e enrolado em contas bancárias milionárias no exterior, o deputado foi, literalmente, pego na mentira. Ironicamente, não foram as suas milionárias falcatruas que o conduziram ao cadafalso político e moral, mas sim o fato de, segundo o relatório do Conselho de Ética, ter mentido na CPI da Petrobras, ao negar a existência de tais contas.

Cunha sonhava alto. Seu projeto era nada menos do que a Presidência da República, em 2018.,  Para isso, ascendeu ao comando da Câmara cooptando o apoio da maior parte do PMDB, da bancada evangélica, e de um significativo número de parlamentares fisiológicos, conhecidos como “centrão”.

O deputado fluminense passou a colocar em pauta para votação um grande número de projetos até então engavetados, e a se contrapor ao governo Dilma com um discurso liberal na política e conservador nos costumes. Ganhou o ódio da esquerda e a simpatia de setores da direita, até que seus pecados começaram a vir a público. Desgastado pelo noticiário negativo e pela instalação de uma Comissão de Ética para investigá-lo, Cunha entrou num acordo com Dilma, segundo o qual o deputado se comprometia  a não desengavetar nenhum dos vários pedidos de impeachment contra a presidente, enquanto o PT prometia apoio ao deputado no Conselho de ética. O típico acordo do sujo com o mal lavado.

Como se sabe o tal acordo fez água, e Cunha desencadeou na Câmara o início do processo contra Dilma. A essa altura, toda a base de apoio a Cunha já havia se desmoronado, e o deputado transformado numa espécie de “Geni” da política. Afastado de suas funções pelo STF, ele tentou impedir o inevitável, ou seja, a sua cassação. Nunca um político foi tão ofendido e humilhado pelos seus próprios pares. Nem Maluf, nos seus áureos tempos. Cassado, na noite de ontem, o futuro de Cunha está nas mãos da Justiça.

domingo, setembro 11, 2016

terça-feira, setembro 06, 2016

A BADERNA VERMELHA




Os vermelhos intensificaram a prática do que sabem fazer de melhor: agitar, atacar, vandalizar. Os dias que se seguiram à posse efetiva de Temer foram marcados por atos de destruição praticados  por integrantes de movimentos políticos – PT, CUT, MST, UNE – que obedecem cegamente os ditames de uma ideologia falida e de líderes irresponsáveis e corruptos.

As ideologias pressupõem um alvo a ser alcançado, utilizando-se de todos os recursos ilícitos ou não, violentos ou não. É o célebre “os fins justificam os meios”,atribuído a Maquiavel. Ideologias foram o grande mal do século passado, responsável por milhões de mortes Mas alguns insistem em prolongar a sua sobrevida no século XXI.

A retirada do PT do poder significou para essa gente  não somente uma perda ideológica mas também uma perda de poder e de recursos financeiros fornecidos pelo governo. Sabemos que todos esses movimentos sobreviveram de recursos tomados da sociedade através de impostos, que agora, esperamos,  deixarão de jorrar para os seus cofres.

Felizmente, a maioria da sociedade tem condenado com veemência a política do caos que o PT e seus aliados querem instalar no país, visando desestabilizar o governo Temer. Essa mesma sociedade, é bom lembrar, votou em Lula, em 2002, porque acreditou nas promessas de um governo responsável, distante do radicalismo que sempre marcou a atuação do PT. A sociedade se enganou.

Após três sucessivos governo, o que herdamos do PT foi um País sufocado pela estagnação econômica, pelo desemprego e pela corrupção institucionalizada. Os baderneiros vermelhos, que protestam contra a anunciada política de austeridade do novo governo, podem gritar,  espernear, vandalizar, mas só conseguirão da sociedade  o desprezo  e a rejeição. E o desejo de ver com urgência Lula na cadeia e Dilma definitivamente afastada da vida pública.

sexta-feira, setembro 02, 2016

quinta-feira, setembro 01, 2016

CONSTITUIÇÃO GOLPEADA





Renan Calheiros brandiu a Constituição, mas o que de fato estava fazendo era golpeá-la acintosamente. E isso aconteceu numa sessão solene do Senado, na presença de duas das maiores autoridades da República: ele próprio, presidente do Congresso, e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski. E não estamos falando do “golpe” do impeachment, tão insistentemente alardeado nos últimos meses pelos partidários de Dilma Rousseff. O golpe foi praticado quando o Senado votou pelo fatiamento da votação em dois turnos, e a conseqüente anistia concedida à ex-presidente, no que se refere à perda dos seus direitos políticos. Isso significa que, mesmo cassada, Dilma pode continuar a exercer cargos públicos e muito provavelmente – sobre isso existem dúvidas – a concorrer a cargos eletivos. Um absurdo jamais visto que teve o patrocínio de Renan Calheiros, a chancela de  Lewandowski, e o apoio da maioria da bancada do PMDB.

O absurdo está no fato de que a Constituição é clara quando diz que a pena de cassação está indissoluvelmente ligada à perda dos direitos políticos, constituindo-se, pois, em uma única pena. Diz, literalmente, o artigo 52, parágrafo único:  Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”. Para praticar tal contorcionismo político, os senadores rasgaram a  Constituição de 1988 e se apegaram a um suposto artigo do Regimento do Senado. Tudo sob a complacência de Lewandowski, que, mais do que ninguém, tem a  autoridade e deveria ter a obrigação de não permitir tal ultraje à Constituição, no sentido proteger Dilma.

O resultado foi que os vitoriosos do impeachment saíram com o gosto amargo de derrota, enquanto petistas e aliados, já há muito convencidos de que o impeachment seria inevitável, comemoraram a manutenção dos  direitos de sua “presidebta”como se vitoriosos fossem. O PSDB e o DEM, traídos pelo PMDB, falaram em recorrer ao Supremo, mas recuaram dessa decisão quando alertados de que, se esse recurso fosse aceito, toda a votação poderia ser anulada. Mas a não cassação dos direitos da ex-presidente foi  um mal menor diante a grande vitória em que se constituiu o seu afastamento definitivo da presidência. Tomara que o país encontre seu caminho.