quarta-feira, junho 15, 2016

OS PRIMEIROS PASSOS DE TEMER




Não tem sido fácil para o presidente Michel Temer consertar os estragos causados pela administração ruinosa de Dilma Roussef. Para isso, tem que contar com a colaboração de um Congresso pouco confiável, que se dispõe a apoiar na medida em que seus pleitos por cargos e verbas sejam atendidos. Temer terá que recorrer a toda a sua habilidade  de  negociação para convencer deputados e senadores  de que o momento exige sacrifício de todos.

O presidente vem sendo muito criticado pela seleção da parte, digamos, política de seu ministério, recheado por  figuras sobre as quais pesam suspeitas e indícios de mau comportamento público, passíveis de investigação. Teve que demitir dois ministros – o do Planejamento e o da Transparência – por este motivo. Alguns deles são políticos competentes no campo da articulação política – daí, talvez, o motivo de suas escolhas –, mas com fichas suficientemente sujas para que se mantenham bem distantes de cargos de tamanha importância e responsabilidade.

Na área econômica, o novo governo acertou em cheio ao escolher uma equipe de economistas da melhor qualidade, afinada com a escola ortodoxa do equilíbrio fiscal, combate ao desperdício e privatizações de estatais deficitárias, práticas que o populismo petista desprezou. Por, aparentemente, não ter grandes pretensões políticas futuras, Temer tem a faca e o queijo para programar  um governo cuja marca principal seja a  da austeridade, o que certamente resultará em impopularidade do governo e em  reações agressivas dos movimentos ligados ao PT. Em que pese os percalços,  é a agenda que o país precisa para recuperar a confiança, atrair investimentos e retomar o crescimento. FAS

Enquanto a nova equipe trabalha, Dilma descansa e agita. Desesperada pela certeza de que seus dias estão se esvaindo, ela insiste na estapafúrdia idéia do plebiscito seguido por eleições presidenciais. Na verdade, tenta conquistar votos de senadores indecisos que seriam suficiente para  o seu retorno ao cargo. E suficientes também para o mergulho do país no caos definitivo.

Um comentário:

Lulandrade disse...

Os esquerdopatas não se conformam. Mas se fud.