quarta-feira, junho 08, 2016

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS



Não é difícil acreditar que não exista simpatia de membros da magistratura e da promotoria por determinado governo ou partido, no atual imbróglio que coloca em choque os adeptos da presidente afastada contra os  do presidente em exercício. A simpatia por um ou outro lado é até compreensível desde que não se sobreponha aos ditames da Lei ou à imparcialidade no momento de uma decisão.

A atuação do Procurador-Geral da  República, Rodrigo Janot, no pedido de prisão de quatro políticos da cúpula do PMDB, causa, no mínimo, estranheza quanto às reais intenções do procurador. Até onde se sabe, o pedido teria sido motivado pelos diálogos pouco republicanos travados pelo ex-senador Sérgio Machado e três políticos do PMDB. Segundo Janot, caracterizariam obstrução de justiça. Mas pelo que se tem conhecimento, as conversas mostram muito mais políticos comprometidos com esquemas criminosos, desesperados, tentando se livrar de uma possível prisão, e buscando uma saída. Não existe uma tentativa explícita de obstrução da  atividade  da Justiça.

Muito mais graves foram as conversas entre Dilma e Lula e o diálogo do ministro Aloízio Mercadante, esses sim, verdadeiros tentativas de obstruir a justiça. Por que Janot permaneceu cego, surdo e inerte diante dos diálogos dos petistas, e foi tão solerte em relação aos  diálogos peemedebistas? Para o mesmo crime, usou dois pesos e duas medidas

Renan, Cunha e Jucá têm montanhas de processos acumulados no STF à espera de decisão. Esses processos, se julgados, seriam  suficientes para levar os indiciados a uma prolongada temporada atrás das grades. Mas o relator,  Teori Zavascki, dorme sobre esses processos. Enquanto isso, Janot age como militante do PT, e leva à suspeição de que seu propósito de fato é   o de ajudar Dilma e desestabilizar o governo Temer.

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