quarta-feira, junho 22, 2016

DE MARAVILHOSA À CALAMITOSA






O Rio de Janeiro continua lindo. Visto do alto, é claro. Ao aterrissar, o visitante conhecerá a preocupante realidade de uma cidade e de um país cuja  megalomania irresponsável do presidente Lula quis fazer crer serem  ricos o suficiente para sediarem, num curto lapso de tempo, os dois maiores eventos esportivos do mundo.



A Copa do Mundo  se realizou aos trancos e barrancos, ao sabor do improviso, deixando como herança dívidas monumentais, corrupção generalizada, e algumas arenas esportivas transformadas em elefantes brancos. As Olimpíadas programadas para o Rio de Janeiro correm o risco de um vexame maior, uma vez que o próprio governador do estado acaba de decretar estado de calamidade pública. Seu propósito é  conseguir do governo federal socorro financeiro. Em que pese o prefeito do Rio, Eduardo Paes, ter afirmado que as finanças do município estão   bem, é evidente que a situação caótica do estado  se  reflete na capital.

Independentemente do decreto estadual, a cidade do Rio vive de fato dias difíceis. Desde a violência incontrolável que transita entre os morros e o asfalto à proliferação também incontrolável do aedes aegypti  a ceifar ou inutilizar centenas de vidas. Desde a situação caótica do sistema público de saúde às reivindicações rotineiras de funcionários públicos por melhores salários. Muito do que foi prometido em termos de infraestrutura não se concretizou. A  Baía de Guanabara, porta de entrada da cidade, e as lagoas continuam  mais para esgoto a céu aberto do que locais adequados às competições náuticas. O metrô não foi concluído e parte da ciclovia desabou pela força das ondas.

Tudo isso sem falar na   recessão econômica e na crise política, com uma presidente afastada que não sabe se volta, e um presidente em exercício que não sabe se fica. O governador do Rio conseguiu o socorro federal da ordem de R$ 2, 9 bilhões  para solucionar parte dos problemas, principalmente o da segurança pública. Só se espera que esses recursos sejam realmente aplicados sem que parte deles se desvie pelos caminhos da corrupção. Diante de um quadro desses, quem se arriscará a vir ao Brasil?

Um comentário:

Josildo Sá disse...

O carioca tem que aprender a votar.