sexta-feira, maio 06, 2016

DESASTRE TOTAL




A comissão do Senado aprovou o relatório do senador Anastasia favorável à abertura de processo de impeachment de Dilma Rousseff. O Placar foi dilatado, como se esperava: 15 a 5 pela admissibilidade. O relatório do senador de Minas Gerais foi impecável, bem embasado juridicamente, tirando da tropa de choque da esquerda, na comissão, qualquer chance de contestá-lo à altura. O resultado foi a velha lenga-lenga de sempre: de que o processo não passa de um golpe engendrado pela direita, com o apoio da “elite” contra os interesses do povo. A seguir, o relatório será votado no plenário, e obtendo a maioria, Dilma terá que se afastar da presidência por até 180 dias, sendo substituída por Michel Temer. Não deixa de ser um triste fim para uma governante que pegou o país em situação razoável e o conduziu a uma das maiores crises da História republicana. 

O chamado “conjunto da obra”, ou seja,  o resultado da péssima gestão de Dilma, falou mais alto na decisão dos senadores do que a própria fraude fiscal, razão do pedido de impeachment. Os senadores, no momento da avaliação do governo e ao resultado a que  conduziu, não deixaram de considerar, por exemplo, os escândalos da Petrobras, a fraude eleitoral, e a obstrução da justiça praticada pela presidente. Também  não deixaram de considerar a recessão, a aumento da inflação e os mais de onze milhões de desempregados. Por ironia, o governo que se gabava de   ter praticado a maior inclusão social da  História, conduziu o país à quase paralisação da economia, com prejuízo para os que ele dizia proteger. Enfim, um desastre total. E é esse desastre que Temer terá como herança e terá que administrar, a partir da próxima semana. Se repetir os erros de Dilma, poderá ter fim semelhante ao da atual presidente.

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