segunda-feira, maio 30, 2016

Mentira petista de que Dilma sofreu um golpe se espalha porque oposição foi frouxa



 O PT não é um partido político, mas uma quadrilha golpista, que não respeita a democracia e está disposto a “fazer o diabo” para ficar no poder. Mas isso, que é um fato, não é tratado assim pela imensa maioria dos demais partidos, com raras exceções. Nossos políticos, inclusive da “oposição”, recusam-se a acusar o PT de mafioso e golpista, seja por covardia, seja por afinidade ideológica. O resultado é que os golpistas do PT tiveram o caminho livre para não só articular seus golpes, como para inverter a realidade com a narrativa de que foi, ele mesmo, vítima de um.
Dilma ter repetido pela imprensa internacional a “tese” de que foi vítima de um golpe é algo não só asqueroso, como também perigoso. O Brasil já não tem boa fama institucional mundo afora, com razão. Quando a própria presidente diz isso, claro que muitos vão acreditar. A oposição adotou postura negligente, achando que era besteira reagir, que ninguém iria acreditar numa falácia tão escancarada. Ledo engano.
Como O Antagonista mostra, a narrativa mentirosa ganhou corpo:
A Bienal de Arquitetura de Veneza foi inaugurada neste sábado. Os arquitetos estrangeiros estavam perplexos com o golpe em curso no Brasil. A mentira do golpe colou. Porque os estrangeiros sempre esperam o pior de nós.
Dilma tentou colocar Lula como ministro só para ele fugir da Justiça, das garras de Sergio Moro e da Lava-Jato. Esse é o maior golpe de todos, escancarado, comprovado com documentos e gravação de áudio. Mas pergunte se nossa oposição fez um escarcéu com base nisso, se divulgou a todos, com a devida mobilização, o que acontecia no Brasil. Claro que não! Se dependermos de um FHC da vida, sobrará até elogios a Dilma!
Como nossa “oposição” achou melhor não expor a real essência do PT, não mostrar ao mundo toda a sua natureza golpista, acabou agora tendo de engolir a “tese” de que golpista é ela, a oposição. O Estadão também está preocupado com a repercussão da mentira:

O Brasil, sua democracia e suas instituições estão sendo enxovalhados no exterior por uma campanha de difusão de falsidades cujo objetivo é denunciar a “ilegitimidade” do presidente em exercício Michel Temer. Diante da ousadia desses delinquentes a serviço da causa lulopetista, não basta ao Itamaraty limitar-se a orientar suas missões no exterior sobre como responder a essa onda de desinformação. Será necessária uma atitude mais resoluta para contra-arrestar as mentiras e deixar claro aos governos e à opinião pública de outros países que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff vem cumprindo todos os requisitos legais, e também para defender a decisão soberana dos eleitores brasileiros, devidamente representados no Congresso que votou pelo afastamento da petista.
Na mais recente ofensiva da patota petista, um jornalista usou uma rotineira entrevista do porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Mark Toner, para tentar induzir a Casa Branca a reconhecer que houve um “golpe” no Brasil e que a democracia no País foi arruinada.
Não se trata de um episódio isolado. Os advogados da causa petista, aqui e no exterior, não se sentem constrangidos em apelar para a desinformação quando se trata de tentar caracterizar a “ilegitimidade” de Michel Temer. Um desses ativistas, o americano Glenn Greenwald, chegou ao cúmulo de publicar reportagem na qual diz que Temer não poderia assumir a Presidência porque “está por oito anos impedido de se candidatar a qualquer cargo público”. Ou seja, o jornalista tratou como condenação definitiva o que é apenas a opinião da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, a propósito de uma multa de R$ 80 mil imposta a Temer por ter feito doações eleitorais acima do teto.
Derrotado fragorosamente quando tentou emplacar a tese do “golpe”, rejeitada in totum pelo Supremo Tribunal Federal, restou à trupe lulopetista espalhar mundo afora que Temer é “ilegítimo”. É esse o jogo sujo que o Itamaraty terá de enfrentar.
Isso é o resultado de anos de passividade e covardia de nossa oposição, a começar pelo PSDB, que nunca afirmou, de maneira clara e objetiva, que o PT é revolucionário golpista, parceiro de ditadores como Fidel Castro e grupos terroristas no Foro de SP. Deixaram o sujeito entrar em casa, abusar de suas filhas, roubar seus pertences, e depois ainda ir embora alegando ter sido vítima do proprietário. É esse o grau de inversão a que o PT é capaz de chegar, com a anuência dos tucanos frouxos.
Só havia uma forma de evitar isso: atacar primeiro, ou ao menos contra-atacar, acusar o PT de golpista, mostrar como o “partido” vinha tentando destruir nossa democracia de dentro. Mas FHC acha que isso pegaria mal para nossas instituições, que não seria “elegante”. Deu nisso: o PT golpista está espalhando por aí que nossas instituições são de fachada, o que é irresponsável e criminoso, e que foi vítima de um golpe. E a “tese” está pegando, pois ninguém leva o Brasil muito a sério mesmo.
É um espanto! Ou começamos todos a tratar o PT e seus satélites – PSOL, PCdoB, Rede – pelo que são, golpistas revolucionários disfarçados de partidos políticos, ou vamos ver a implosão do que restou de nossa credibilidade, sob o risco das consequências disso em nossas relações internacionais. Os políticos de “oposição” deixaram um sócio da ditadura cubana espalhar por aí que foi alvo de um golpe antidemocrático. O quão ridículo é isso?

Rodrigo Constantino

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