segunda-feira, maio 16, 2016

MEDIDAS AINDA TÍMIDAS



A possibilidade  do aumento de impostos, anunciada pelo ministro da Fazenda, com a adoção de um tributo “temporário”, qual seja o IPMF, pode vir a ser  um tiro no pé do governo Temer. Ninguém aceita uma medida de tal porte, mesmo tendo conhecimento de que o rombo nas finanças do governo  é muitíssimo maior do que se supunha no governo Dilma. De fato, a situação é gravíssima. O aumento da recessão, acompanhado de inflação ascendente resultam no crescimento do déficit público e na queda da arrecadação, embora a carga tributária do país continue altíssima. Portanto, o problema não está na arrecadação, mas na má gestão das  despesas governamentais, fruto de uma administração caótica praticada pelo governo anterior. O sensato, nesse momento, seria uma redução drástica nos gastos da máquina pública e das estatais, considerando a possibilidade de privatização de muitas delas.

As medidas tomadas, até agora, pela nova equipe econômica, estão distantes de reverter a situação. Uma redução acanhada  de ministérios  e cargos comissionados pode até indicar  o desejo de fazer algo, mas é  insuficiente. Além disso, o governo titubeia diante da  voracidade dos partidos por cargos, e das reivindicações de alguns  setores  da sociedade, acostumados às mamatas da era petista . Foi o que aconteceu quando da  criação da Secretaria Nacional de Cultura para atender à grita de  setores artísticos e culturais. O ministério da Cultura havia se fundido com o da Educação, mas reaparece agora com outro nome, e, provavelmente com a mesma estrutura. Tem razão Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, quando diz que “uma janela de esperança vai surgir em um primeiro momento, mas ela poderá ser fechada, se o novo governo não mostrar rapidamente a que veio”. É evidente que ninguém espera que ele faça milagres após o tsunami petista, mas que tome decisões que sinalizem que, a médio e longo prazos, o Brasil se recupere.

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