terça-feira, maio 24, 2016

MEDIDAS AUSTERAS, PORÉM NECESSÁRIAS



O governo Temer, através de sua equipe econômica, resolveu agir no sentido de equilibrar as finanças públicas, e preferiu fixar no corte despesas ao aumento de impostos. Espera com isso reduzir o déficit, considerado insustentável, e proporcionar,  a médio  e longo prazos,  o retorno ao crescimento sob bases sólidas, o que não acontecia desde o fim do primeiro mandato de Lula. Trata-se de medidas restritivas que vão atingir todos os setores, inclusive a educação e a saúde, pois  não terão de cumprir a percentagem do PIB.

O fato é que, desde o  primeiro mandato de Dilma, já se fazia necessário a redução dos gastos governamentais  a fim  reduzir a dívida pública. Tal  não aconteceu porque o populismo exacerbado impossibilitou. No segundo mandato, Dilma acenou no sentido da austeridade, e colocou no ministério da fazenda Joaquim Levy, um economista da escola ortodoxa. Não podia dar certo, e tudo conspirou contra ele. Principalmente a presidente, que  foi a primeira a sabotar o programa do ministro, que acabou demitido. Ao assumir o governo, Temer colocou como meta principal reorganizar a economia. Acertou em cheio ao nomear sua equipe econômica, constituídas de economistas competentes, voltados ao controle fiscal, e defensores da idéia de que o crescimento vem como resultado do ordenamento  das finanças públicas.

Assim, o presidente Temer e sua equipe econômica anunciaram hoje uma série de decisões nesse sentido. Dentre elas, destacam-se: o estabelecimento de um teto para as despesas públicas, que não poderão  superar a inflação do ano anterior; o bloqueio de novos subsídios;  o fim do fundo criado para receber recursos da exploração do pré-sal ( Fundo Soberano);  e a antecipação de pagamentos, pelo BNDES ao governo o valor de 100 bilhões, a fim de evitar que o governo emita mais títulos da dívida.
São providências duras,que, se aprovadas pelo Congresso, deverão afetar todo o setor público, inclusive benefícios previdenciários e salário mínimo. 

Os petistas já se assanharam e anunciaram que se posicionarão contra – o que não é surpresa –. Sob a  sua ótica, trata-se da consagração do neoliberalismo, um grande arrocho nos direitos do trabalhador. Não existe outra maneira de o país sair do buraco a não ser pela austeridade do setor público. O PT produziu o caos, e, agora, não tem porque chorar.

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