quarta-feira, maio 04, 2016

FORA DA REALIDADE


Dilma Rousseff parece ter perdido o senso da realidade. Enclausurada no palácio, cercada por uma pequena claque de bajuladores, muitos deles pagos, ela parece acreditar piamente que está sendo vítima de um golpe. O mundo que a cerca, cada vez mais reduzido a faz crer que os milhões de eleitores que a sufragaram em 2014, lhe permanecem fiéis. Acredita que ainda é a redentora dos pobres e oprimidos, a governante que deu ao povão dinheiro e casa para morar. E que, embora vítima de uma grande traição de políticos que antes a cortejavam, tem ainda a fidelidade do PT e dos partidos de esquerda. Pensa que esse apoio lhe basta, quando na verdade nem o apoio unânime dos partidos da esquerda ela tem mais. Apegada às suas raízes de militante armada do comunismo, das quais nunca se afastou, ainda vê nos seus “inimigos”   neoliberais capitalistas à serviço do imperialismo. Na verdade, a sua visão sobre política nunca ultrapassou os limites da guerra fria, na qual ela acreditava representar o “bem”. 

Se conseguisse despertar para realidade, veria que o Brasil de hoje atual não é o Brasil da década de 60/70 em que o mundo se dividia entre o bem ( comunistas ) e o mal( capitalistas). Nem o mesmo país  que elegeu o PT, em 2002 , e confirmou o voto nas eleições que se sucederam. É o Brasil da recessão, do desemprego, da inflação e da corrupção institucionalizada. É o Brasil das multidões nas ruas a exigir um governo mais decente,o fim da corrupção,  e a renúncia ou impeachment da presidente.  O Brasil mudou, mas o que não mudou foi a intransigência, a mediocridade  e a visão limitada da primeira mulher a governar o Brasil, mas que não soube dignificar esse fato. A renúncia seria o único ato digno que lhe resta, nos estertores de seu lamentável governo.

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