quinta-feira, maio 05, 2016

DECISÃO NECESSÁRIA E CONTROVERSA





Eduardo Cunha foi afastado liminarmente da função de presidente da Câmara e do mandato de deputado.  Mesmo sendo afastado, Cunha permanece deputado, mas não pode exercer as atividades de parlamentar. A decisão definitiva depende ainda de uma avaliação do colegiado  do Supremo , que, para tal, está reunido nesse momento. A  decisão é controversa, embora a maioria da população, pouco afeita a questões jurídicas, aplauda a medida  de Teori Zavaski. Para muitos, a decisão  de Teori foi arbitrária  e equivocada, pois Cunha está  sendo investigado pelo Supremo e ainda não foi julgado. Outros consideram que o ministro poderia afastá-lo da presidência, não das funções de deputado, considerando que este lhe foi concedido através de mandato popular. O PT aplaude a decisão e considera que o processo  de impeachment está viciado pela participação de Cunha, e fala em anulação de todo o processo na Câmara. Naturalmente   trata-se de uma chicana – mais uma - na tentativa de prolongar a sobrevida  de Dilma na  presidência.

Mas, noves fora, a permanência na presidência da Casa de um indivíduo com tantas acusações, mais sujo que pau de galinheiro, vinha sendo um incômodo para todos, exceto seus cúmplices. Para Temer, não deixa de ser um  um alívio, porque sua presença ao lado do virtual futuro presidente poderia lhe trazer mais problemas do que soluções, sem falar que Cunha passaria a ser de fato o vice. Dilma comemorou e lamentou que ele não tivesse saído antes, por motivo óbvio. O fato é que o Supremo acordou tarde, como têm acordado tarde para todas as questões que envolvem políticos. Mas, antes tarde do que nunca.

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