segunda-feira, maio 09, 2016

A PIADA DO MARANHÃO




O Brasil que é conhecido mundialmente pela sua pouca seriedade. E O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, suspeito de ter participado do esquema Lava Jato, dá mais uma prova disso. Quer entrar para a História da maneira mais ridícula possível. A sua decisão de anular a tramitação do processo de impeachment na Câmara, por um pedido da AGU, alegando cerceamento da defesa na votação, apesar de inconsistente juridicamente, cria um clima de confusão e insegurança no país. Esse medíocre parlamentar do Maranhão agiu sob a tutela  do governador do estado, Flavio Dino, do PCdoB , aliado da presidente Dilma. Se essa medida se concretizar, o que parece difícil, todo o processo do Senado estará também prejudicado, uma vez que teria de voltar à Câmara para o  início de uma nova tramitação. O que acontece é que o governo, apegado à tese do “golpe”, por ele criada, quer resistir até o último minuto, e, para isso, lança mão de todos  os recursos para embaralhar  o processo no Congresso. Não leva em consideração o prejuízo que está causando ao país com essa indefinição.  Para a maioria da sociedade, esta semana, que parecia decisiva, seria a semana do alívio. A votação no plenário do Senado, prevista para quarta-feira, despacharia Dilma para o limbo, e daria posse  a Temer, o que certamente daria um novo ânimo a um país tão combalido pelo desemprego, pela inflação e pela desesperança. Agora o clima é de confusão. Vai depender da reação do parlamentares tanto na Câmara quanto no Senado. A reação deverá ser contundente quanto à decisão esdrúxula de Maranhão. Resta  saber se a   maioria da mesa da Câmara, ou a Comissão de Constituição e Justiça da Casa têm competência regimental para  anular o ato de Maranhão. Se a questão for levada ao Supremo, deverá ser da forma mais rápida possível, pois o país não pode esperar mais.

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