segunda-feira, maio 25, 2015

INTERVENÇÃO MILITAR OU GOLPE?

Dentre os que protestam conta o desgoverno de Dilma Rousseff, estão os que defendem  uma “intervenção militar constitucional”. Em toda a  parte do mundo, e em qualquer momento da História,  intervenção militar quase sempre resulta em ditadura. Derrubar um governo legitimamente eleito, por pior que seja, para instalar uma ditadura, não é bom negócio para a vida política do país.


Esse discurso golpista faz lembrar 1964, quando, motivado pelo aumento da corrupção e pela ameaça comunista no governo João Goulart, os militares fizeram uma “intervenção” que durou 21 anos. A diferença é que, àquela época, a ação dos militares recebeu amplo apoio da classe média, o que, felizmente, não acontece agora. Hoje também, ao contrario dos anos 60, os militares não estão envolvidos em  política, e cuidam apenas de suas missões constitucionais.

Os defensores da tal “intervenção” tentam argumentar no sentido de que o PT no poder estaria a trabalhar pela  implantação de um regime comunista no país. Argumento torto porque o problema do PT é muito mais  a  total falta de competência, e deslavada corrupção na gestão do Brasil,  do que o caráter ideológico  do partido. Além do mais, o comunismo faliu em todo  o mundo,  e só prevalece em países insignificantes anacrônicos, como Cuba e Coréia do Norte.

Tentar afastar o PT por  um golpe militar é como matar uma pulga com um tiro de canhão. Para isso existem  dois remédios constitucionais: aguardar o ano de 2018 para escorraçar o PT do governo através das eleições, ou trabalhar pelo impeachment da presidente Dilma. Trocar uma provável ameaça à democracia – governos do PT -  pela certeza do fim da democracia – golpe militar – não compensa. Vamos afastar o PT do poder por meios constitucionais.

250515