terça-feira, fevereiro 24, 2015

LONGE DO SACRIFÍCIO



O ajuste fiscal e a contenção dos gastos públicos, anunciados pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, são políticas necessárias e urgentes para superar a crise, debelar o descontrole da dívida pública e o aumento da inflação. O problema é que todo ajuste, no Brasil, significa uma paulada na cabeça dos menos favorecidos, os que se situam no andar de baixo da administração, se estendendo aos trabalhadores  e empresários da iniciativa privada. O pessoal do andar de cima quase nunca é atingido. Gastos públicos com a Previdência são alvos da tesoura da Fazenda. Gastos e desperdícios do alto escalão não são afetados.


Políticos e altos funcionários dos três níveis da administração e das três esferas de governo  continuam a se comportar como se a crise que atinge o país estivesse acontecendo na Islândia, não aqui. Continuam a exigir reajustes  em seus contracheques, e a multiplicação de seus privilégios e mordomias. Uma indecência que, há muito está por merecer uma manifestação mais contundente  dos cidadãos. Mas o povo permanece surpreendentemente quieto, aceitando passivamente os abusos cometidos por esse pessoal. Portanto, ajuste fiscal, sim. Mas com o sacrifício de todos. Repito, de TODOS.

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