segunda-feira, outubro 27, 2014

VITÓRIA DE PIRRO?



 A metade que optou por Aécio Neves, o fez por acreditar que o Brasil poderia ser diferente e melhor. Por acreditar  na possibilidade de uma  educação de qualidade, uma segurança pública eficiente, e um sistema de saúde decente, tudo isso  garantido por  um crescimento econômico com estabilidade, e inflação sob controle. Mas, sobretudo, por acreditar um governo que acenava com  a união, e não o ódio entre os mais ricos e os mais pobres da sociedade.




As eleições deste ano evidenciaram, como nunca, a divisão social e ideológica da Nação. Durante décadas, o PT fez questão de alimentar  essa dicotomia em discursos e declarações de acentuado radicalismo. Agora, colhe os frutos do que cultivou. De tal forma que Dilma Rousseff, apesar de confirmada nas urnas,  terá que governar com uma herança maldita, deixada não por Fernando Henrique, mas por ela própria e pelo seu antecessor imediato.     

Diante da crise que se anuncia, Dilma pediu, no discurso da vitória,  uma união difícil de obter, diante do estado de animosidade política. Lula e Dilma  intensificaram o ódio entre as classes, e, durante doze anos,  fizeram questão de proclamar  que não governavam para todos os brasileiros, mas apenas para aquela parcela que eles elegeram  merecedores das dádivas do governo, e que, afinal, foram os responsáveis pela vitória apertada de Dilma nesse segundo turno.

Mas grande parte do eleitorado mostrou ao PT que a  Nação não é constituída apenas de cidadãos que esperam   recompensas do governo. A metade que optou por Aécio Neves, o fez por acreditar que o Brasil poderia ser diferente e melhor. Por acreditar  na possibilidade de uma  educação de qualidade, uma segurança pública eficiente, e um sistema de saúde decente, tudo isso  garantido por  um crescimento econômico com estabilidade, e inflação sob controle. Mas, sobretudo, por acreditar um governo que acenava com  a união, e não o ódio entre os mais ricos e os mais pobres da sociedade.

Mas, a outra metade preferiu o continuísmo e a mesmice. Optou pela continuidade da  “política social” petista ,qual seja a pratica sistemática do assistencialismo, sob a forma de bolsas, cotas e casas, que nada mais resultam do que no aumento da dependência governamental dessa população, mas garante preciosos votos que asseguram a permanência do partido no poder, conforme  ficou provado nessas eleições.

Portanto, num Brasil ideologicamente  dividido, Dilma iniciará, a partir de janeiro de 2015, o seu segundo mandato. Encontrará um Congresso multifacetado, uma economia estagnada, e, para agravar, um  gigantesco e ainda mal explicado caso de corrupção no seu governo. O caso Petrobras-Yousseff   ameaça engolir políticos influentes e funcionários graduados, e, se as denúncias publicadas em Veja tiverem fundamento, a própria Dilma e o  ex-presidente Lula terão muito o que explicar.
271014

sexta-feira, outubro 24, 2014

VITÓRIA DA CRISE?





Elegendo Dilma Rousseff, a maioria do eleitorado certamente estará escolhendo a crise. E não será uma crise qualquer. As denúncias  envolvendo o partido e os aliados da candidata   não desaparecerão com a sua vitória. Pelo contrário, findo o período eleitoral, tudo o que vem sendo contado  pelo doleiro Alberto Youssef , e pelo ex-diretor da Petrobras  Paulo Roberto Costa, será exposto ao grande público, e um inquérito, ou vários, hão de ser abertos  para que se apure a participação de todos os partidos políticos  e agentes públicos envolvidos nesse imbróglio, que ameaça ser um dos maiores escândalos da  História República.
As últimas revelações contidas na  revista Veja, envolvendo Dilma e Lula  são de uma gravidade extrema  , e, se comprovadas,poderão levar ao impeachment da presidente. Melhor seria que  essas revelações tivessem vindo à lume mais cedo. Teria sido uma oportunidade para que a campanha tivesse se desenrolado de uma maneira mais limpa e imparcial. Poderemos estar elegendo a pessoa errada.
241014

segunda-feira, outubro 20, 2014

O MANIQUEÍSMO PETISTA

A realidade desmente a propaganda. Mesmo que alguns indicadores sociais mostrem  avanços, esses  não se deram  por políticas sociais consistentes , mas por práticas governamentais meramente assistencialistas,que, como sabemos, deveriam ser emergenciais, mas assumiram caráter permanente e passaram a própria razão de ser do “projeto social”  do governo, além, é claro, de principal fonte de votos para a manutenção do poder.


Na visão estreita do PT, a sociedade se encontra dividida entre os “bons e os maus”, os “progressistas e os reacionários”, o “povo e a elite”. O partido coloca-se como o representante  da parte fraca da sociedade,  arvora-se  em  defensor dos pobres e dos oprimidos , e atribui ao PSDB o papel de vilão, sempre disposto, sob essa ótica, a destruir as “conquistas sociais” do partido de Lula e Dilma.

Não é bem assim. Mas ante a possibilidade de perder o poder conquistado em 2002, o partido de Dilma radicalizou a campanha eleitoral, dividiu o eleitorado, e iniciou uma condenável divulgação de mentiras sobre as supostas maravilhas do seu governo, ao mesmo tempo em que partiu para a desconstrução dos adversários. Aparentemente não tem dado certo, visto  o resultado do primeiro turno, que mostrou que a maioria do eleitorado votou preferiu a alternância.

Acuado pelo resultado das pesquisas, que indicam ligeira vantagem do candidato de oposição, o PT luta para se garantir no poder, a todo custo,  sustentado sobre a grande falácia  de que somente  o partido da estrela vermelha  será capaz de superar a pobreza, as desigualdades sociais.

A realidade desmente a propaganda. Mesmo que alguns indicadores sociais mostrem  avanços, esses  não se deram  por políticas sociais consistentes , mas por práticas governamentais meramente assistencialistas,que, como sabemos, deveriam ser emergenciais, mas assumiram caráter permanente e passaram a própria razão de ser do “projeto social”  do governo, além, é claro, de principal fonte de votos para a manutenção do poder.

A principal dificuldade da oposição, no enfrentamento eleitoral, tem sido escapar dessa armadilha sem perder votos. E esse combate não pode ser travado no terreno proposto pelo governo - o do assistencialismo social,  com destaque para o Bolsa Família. Serra e Alckmin perderam três eleições para o PT porque não souberam escapar  dessa arapuca petista.

A oposição não pode  ficar discutindo práticas sociais do PT  dizendo que vai melhorá-las. Tem que trazer à disputa propostas efetivas que resgatem os milhões da pobreza, e cujo carro chefe não poderia ser outro senão a da urgente  revolução na educação brasileira, projeto  completamente desprezado pelos petistas nos 12 anos de governo.

Sem propostas corajosas e consistentes nesse sentido, a atual oposição, mesmo como eventual futuro governo, continuará  a ser,  na concepção maniqueísta  e mesquinha do PT, o lado mau da política brasileira, o anti-povo disposto  a explorar os pobres  e assaltar o país.
201014

segunda-feira, outubro 13, 2014

ELITE.QUAL ELITE?


Para o público externo, os milhões de eleitores que têm garantido o poder ao PT, o partido se apresenta como antielitista por excelência. A elite, na concepção do PT, é uma entidade malévola, constituída de pessoas com alto poder aquisitivo  – banqueiros, empresários e latifundiários – que criaram um sistema de extrema desigualdade social, e são responsáveis pelas desgraças do país.

A se levar a sério essa concepção, faltou incluir  na seara dos privilegiados, os próprios quadros dirigentes do partido e do governo petista. Detentores de cargos públicos por eleição ou indicação, constituem  de fato uma elite política e econômica de caráter público, que , ao contrário da elite privada, nada produz e vive parasitariamente às custas da sociedade. Para agravar, rotineiramente se dedica  à prática da corrupção.

Para o povão, o governo do PT fala mal da elite econômica, com a qual identifica o adversário tucano, mas, na prática, se dá muito bem com ela. São banqueiros e empresários da construção civil os maiores financiadores das campanhas petistas. São os grandes capitalistas que fazem uso freqüente de financiamentos a subsídios generosos  pelo BNDES.

Ademais,  a artilharia petista contra as “elites” torna-se injusta quando vitima  centenas de empresários honestos e dedicados, que ajudam a construir o país independentemente dos favores do Estado, e ainda pagam o preço dos altos impostos e da burocracia.

Lula da Silva e Dilma Rousseff , membros privilegiados da elite econômica do país, praticam um discurso atrasado e incoerente, e supõem que isso possa  pode fazer efeito eleitoral.  Mas é   repelido por um eleitorado que se torna cada vez mais   informado e ciente de seus direitos de cidadão, conforme ficou evidente no resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.
131014

domingo, outubro 12, 2014

GOLPE BAIXO NA CAMPANHA



Sem nenhum pudor, como é do seu estilo, a campanha do  PT partiu para o ataque utilizando-se de todo o seu arsenal, lícito ou ilícito. Sob desespero,  e ante a ameaça concreta de perder o poder conquistado  em 2002, o partido de Lula apela para o golpe baixo, no qual  a mentira,o medo e a chantagem são os métodos mais comuns.

No horário eleitoral, Dilma   se apresenta como a redentora dos pobres e oprimidos  e se refere ao adversário  como o diabo em forma de gente, capaz  de tirar o pão da mesa dos pobres, congelar o salário mínimo, acabar com o Bolsa Família,  aumentar a miséria do  nordestino , e outras maldades do tipo. A campanha petista se utiliza da chantagem emocional  e tenta criar na população uma atmosfera de terror, ante a possibilidade de vitória do PSDB.

Por isso, a ordem é desconstruir, a todo custo, a candidatura de Aécio, tal como fizeram, e conseguiram,  com Marina Silva. Mas quando  insistem em sucessivas   mentiras que, repetidas à exaustão, acabam  se tornando “verdades”, se mostram aplicados alunos de Joseph Goebbels, ministro de Hitler e ideólogo do Nazismo.  

Os ataques  são frágeis, inconsistentes  e facilmente refutados. Aécio não pode se deixar levar pela pauta suja do PT, nem ficar na defensiva. Na verdade, o governo de Fernando Henrique, principal alvo da artilharia petista, trouxe   estabilidade econômica  e   racionalidade administrativa ao país,virtudes  que Lula e sua turma costumam definir como “herança maldita” Mas foi essa estabilidade  o que permitiu a chegada de Lula ao poder. Se de fato  existe uma  “herança maldita” do governo FHC, essa   foi  a ascensão do petismo ao poder, e tudo de ruim que isso trouxe ao país .

121014

quarta-feira, outubro 08, 2014

O PARAÍSO ERA O INFERNO

O PARAÍSO ERA O INFERNO
A propaganda soviética tentou nos fazer crer que estava sendo edificado o paraíso socialista na Alemanha  Oriental. O que foi revelado ao mundo, após a queda do Muro, estava muito mais próximo do inferno, com prisões, tortura censura, assassinatos, delação, e vigilância permanente da polícia secreta. .Assista ao documentário  e veja como esse pedaço da Alemanha foi de um totalitarismo ( Nazismo) a  outro ( Comunismo), sem nenhum intervalo de liberdade.

segunda-feira, outubro 06, 2014

OTIMISMO E GARRA



Na campanha eleitoral mais incrível das últimas décadas, Dilma Rousseff e Aécio Neves  foram para a grande decisão. Ao final,  no confronto contra Marina Silva e o PSB, venceram   a força, a estrutura e a capilaridade  dos dois maiores partidos – PT e PSDB.

Marina bem que tentou, e, por um breve espaço de tempo, parecia  que chegaria lá. Mas,  as contradições da candidata , aliada  à falta de estrutura partidária e espaço no horário eleitoral, mais os   pesados ataques  do PT, colocaram a candidata  no  terceiro lugar.

No segundo turno, a campanha petista continuará   a investir nos supostos benefícios de seus programas sociais assistencialistas, e fugirá do tema corrupção como o diabo da cruz. Aécio deverá estar preparado para o jogo baixo , mas, no  fundamental, o debate   ficará centrado na questão econômica.

Aécio tem a faca e o queijo na mão,  pois mais da metade do eleitorado – somados os votos de Aécio e   Marina -  deixou evidente nas urnas o seu inconformismo com o jeito petista de governar, sinalizando o caminho que a sociedade quer trilhar. Aécio, por isso, deve dosar os ataques às mazelas do governo petista com propostas consistentes que atendam ás  reivindicações desse eleitorado.  Pelo que o atual governo tem apresentado em matéria de corrupção, estagnação econômica, inflação e baixa qualidade dos serviços públicos, não fica difícil para Aécio e o PSDB uma proposta de governo na direção  contrária.

Tudo indica que teremos um segundo turno bem animado. Ao contrário de José Serra e Alckmin, candidatos tucanos derrotados nas eleições anteriores,  Aécio demonstra otimismo e garra, quesitos fundamentais para quem deseja a vitória.
061014

quarta-feira, outubro 01, 2014

INDECENTE



INDECENTE
Nunca uma campanha eleitoral foi tão corrompida, pelo   candidato  e pelo partido da situação, como essa a que estamos assistindo. Dilma Rousseff usa  e abusa descaradamente da máquina pública a seu favor, mistura o público com o privado, e não é incomodada por  ninguém. Transforma   cerimônias públicas, onde deveria estar a presidente, em palanques eleitorais  onde de fato está a candidata.
Faz dos funcionários dos Correios    cabos eleitorais  de sua candidatura, conforme confissão de um correligionário de Minas , e esse fato não é devidamente explorado pela oposição. Denúncias de que sua campanha eleitoral estaria usando  dinheiro corrompido da Petrobras, e de outras estatais, não são apuradas com  o rigor devido, fazendo com que uma eventual vitória da candidata seja colocada sob suspeição. Enfim, a campanha de Dilma Rousseff  , de tão indecente, deveria ser proibida para menores.