segunda-feira, setembro 22, 2014

PROMESSAS, PROMESSAS, PROMESSAS





Os candidatos à presidência lançam  propostas, fazem promessas e anunciam projetos que, fossem viabilizados, causariam estrago gigantesco nas contas do Estado. São propostas impactantes, algumas mirabolantes,  suficientemente  genéricas para iludir o eleitor pelo coração.

Algumas são explicitamente absurdas, como a do candidato do PCO, Rui Pimenta, que promete salário mínimo de R$3500; ou a do candidato Levy Fidelix, que defende a abertura de uma poupança no valor de quatro salários  para toda criança nascida no país.

Outras são até razoáveis e  representam de fato um anseio social, não fosse a sua implementação  exigir grande esforço financeiro.  É o caso  do candidato do PV, Eduardo Jorge, que defende a adoção do imposto único; de Luciana Genro,  que promete  a universalização do acesso aos serviços de saneamento; ou de Dilma Rousseff, que anuncia  o mesmo, em relação aos  serviços de internet.

Os candidatos em campanha lançam no ar as suas promessas, mas não dizem como pretendem viabilizá-las, dentro da realidade atual do Tesouro, sem que fossem necessários o aumento da carga tributária, ou a captação de recursos financeiros no mercado internacional. O que de qualquer forma seria impactante na  economia, como um todo.

Geralmente, quando as campanhas se encerram, os vencedores voltam à realidade e jogam no lixo os seus programas eleitorais. Entram num novo ciclo, onde as promessas ficam esquecidas e os números do orçamento falam mais alto.
220914



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