segunda-feira, setembro 01, 2014

A NOVA POLÍTICA DE MARINA



 Na verdade, não precisamos  de uma nova ordem política porque no Brasil não se pratica a velha política. Institucionalmente, o país vive sob uma Constituição democrática, regime presidencialista, eleições regulares e livres, Congresso  e as demais instituições republicanas funcionando normalmente.  O que o Brasil precisa é de boas práticas políticas, ou seja, que as instituições funcionem bem, e que o Congresso, por exemplo seja um palco de acordos e negociações e não de conchavos e negociatas.


Marina Silva propõe uma nova política, mas não define exatamente o que isso vem a ser. Critica a dicotomia PT x PSDB como se isso fosse um mal em si, e se coloca como uma terceira via, sem precisar, contudo,   o que   diferenciaria as suas propostas da prática atual. Seus críticos vêem traços de autoritarismo nessas propostas. E com boa dose de razão. Afinal, é bom lembrar que Mussolini, na Itália, e Hitler, na Alemanha chegaram   ao poder por meios democráticos, mas  depois agrediram e liquidaram a democracia em seus países.
                           
Outros críticos alertam para  o perigo de um governo sem uma base partidária consistente conduzir o país ao caos político. E relembram os governos de Jânio Quadros e de Fernando Collor, que, sem apoio político no Congresso, não conseguiram terminar os seus mandatos. É claro que grande parte dos críticos de Marina se encontra  no PT e no PSDB, que, por razões óbvias, procuram alimentar o medo. Mas o discurso de Marina pregando a tal nova política também alimenta esse temor.

Na verdade, não precisamos  de uma nova ordem política porque no Brasil não se pratica a velha política. Institucionalmente, o país vive sob uma Constituição democrática, regime presidencialista, eleições regulares e livres, Congresso  e as demais instituições republicanas funcionando normalmente.  O que o Brasil precisa é de boas práticas políticas, ou seja, que as instituições funcionem bem, e que o Congresso, por exemplo seja um palco de acordos e negociações e não de conchavos e negociatas.

Marina Silva se ilude ou tenta iludir o seu eleitorado de que será capaz de governar sem o apoio institucional de uma aliança de partidos políticos, contando apenas com o apoio dos melhores de cada partido. Isso não existe. Não é assim que se governa numa democracia. Só funciona sob o autoritarismo. E a história de vida de Marina, embora ela tenha crescido politicamente num partido que tem apreço por ditaduras de esquerda, não leva a crer que ela tenha alguma aversão pela democracia. Pode ser que estejamos enganados. Nesse caso não é bom pagar para ver. Por isso, são totalmente válidas as críticas que a candidata vem recebendo.
01/09/14

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