segunda-feira, agosto 04, 2014

O ELEITOR DE BRASÍLIA E O CANDIDATO FICHA SUJA




A candidatura de José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal e a sua liderança nas pesquisas eleitorais provocam espanto e levam a, pelo menos, duas conclusões.

A primeira se refere   a real efetividade da lei da Ficha Limpa e das demais leis anticorrupção. Fica incompreensível ao grande público que, depois de anunciado aos quatro ventos o caráter moralizador de tal  legislação, seja permitido, por alguma  tecnicalidade  jurídica, que um político comprovadamente corrupto, condenado pelo Tribunal de Justiça do DF, se apresente como candidato.

A segunda conclusão, por óbvio, é que  a uma parcela significativa do eleitorado – pelo menos, do eleitorado do Distrito Federal –  questões como ética na política e honradez pessoal do candidato não são critérios essenciais na escolha de um governante. Caso contrário, como explicar a preferência por José Roberto Arruda, flagrado  e filmado na prática de corrupção e condenado por esse crime? Com a palavra os doutores em Direito, Ciência Política  e Psicologia Social.
040814

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