quinta-feira, julho 24, 2014

LEGAL E IMORAL


Além de atacar as freqüentes  mazelas praticadas na gestão petista, o senador e candidato Aécio Neves faria bem se também olhasse para as  suas próprias mazelas. Como, por exemplo,  a da construção, ou reforma, de um aeroporto no município de Cláudio, ao custo de aproximadamente R$14,o milhões aos cofres públicos de Minas. A obra pode ter sido legal, como se defende Aécio, mas não deixa de ser imoral.

Imoral, porque não teve interesse público evidente, mas foi construída sob suspeita de atender os   interesses  do político e de seus parentes e amigos, em suas locomoções ao município. Por mais que Aécio tente provar que não existe irregularidade na obra, fica mais patente  a imoralidade do ato, praticado quando era governador de Minas.

A prática de confundir a esfera comum com a particular e de usufruir ganhos pessoais em prejuízo do patrimônio público é um dos males mais enraizados na cultura política brasileira. Se Aécio Neves, ou qualquer outro, deseja se apresentar como um símbolo de  mudança ética, é melhor começar por uma autocrítica sobre o seu próprio comportamento.

250714 

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