segunda-feira, julho 28, 2014

A FORÇA POLÍTICA DA UNIVERSAL




A fantástica  multiplicação da riqueza do “bispo” Edir Macedo  e de sua igreja ainda está por merecer uma investigação séria por quem de direito. No governo Collor, ele foi denunciado por enriquecimento ilícito e fraude fiscal, chegando a ficar preso. Mas, a partir de então,  na convicção de que sem uma retaguarda política seria presa fácil, constituiu  uma forte bancada parlamentar, com ramificações em diversos partidos, sustentada por um  numeroso eleitorado, cegamente fiel  às orientações da Igreja Universal.

A força desse eleitorado e a influência política adquirida pela Universal talvez explique a razão  pela qual, nas últimas décadas, governo após governo, Macedo  tenha permanecido intocável. E, mais ainda,  aumentado a sua força e prestígio nos três mandatos presidenciais  do PT. Essa mesma força poderá ser capaz de conduzir ao governo de um estado da federação um membro da própria Igreja: “o bispo” Marcelo Crivella, no Rio de Janeiro.

Por isso, não chega a causar estranhamento a  anunciada inauguração, em São Paulo,  de um faraônico templo de 74 mil metros quadrados de área construída, o equivalente a 18 andares de altura e capacidade para 10 mil pessoas, batizado de “Templo de Salomão”. Muito menos estranho, será a   presença da presidente Dilma Rousseff na solenidade de inauguração do templo, marcada para o próximo dia 31. Nessa  mistura de religião com  política, de Estado laico com  instituição religiosa, mais forte do que as suspeitas que rondam a Igreja Universal,  é a contribuição que essa corporação tem a dar aos  interesses políticos e eleitorais de governantes.
280714

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