quinta-feira, novembro 07, 2013

A VOZ DAS RUAS AINDA NÃO FOI OUVIDA



 A VOZ DAS RUAS AINDA NÃO FOI OUVIDA
A campanha eleitoral começou. Extemporânea, vazia de idéias e carente de projetos. No campo do governo,  repete-se o  discurso do “crescimento econômico” e da “inclusão social”. No terreiro da oposição, a ausência de projetos que se contraponham de fato às deficiências do projeto atual, ou, em muitos casos, à incompetência da administração petista.

O governo do PT se vangloria de ter, nos últimos dez anos, melhorado o padrão de vida de milhões de brasileiros carentes. De fato, foi perceptível o avanço social no que se refere ao aumento da renda das camadas mais pobres e a maior facilidade de acesso aos bens de consumo duráveis. Mas, é preciso lembrar que isso não se fez à custa   de uma política social planejada consistente e efetiva, mas de ações de ordem meramente assistencialistas e compensatórias, por distribuição de bolsas e cotas.

Ou seja, os governos do PT – Lula e Dilma – não ousaram uma política   social  consistente que se traduzisse em  uma efetiva   ascensão e inclusão social das camadas mais carentes , através de investimentos significativos nos setores da educação e da saúde.

No campo político, praticamente não houve oposição partidária nesse período. Fracos, tímidos, e, às vezes,  coniventes, os ditos partidos de oposição não foram além de críticas pontuais  a uma e outra ação do governo. Foram incapazes de propor um projeto que refletisse o desejo de uma imensa parcela da sociedade, insatisfeita com os rumos do país sob as administrações petistas.

As manifestações de junho trouxeram à luz as principais aflições dessa parcela da população: melhor qualidade na educação, saúde e segurança, menos impostos, combate ao desperdício e á corrupção, Tudo o que os governos Lula e Dilma deveriam ter feito, mas não fizeram.

Governo e oposição parecem não ter entendido o clamor da sociedade. Continuam a se comportar como se nada tivesse acontecido.  A praticar a mesma política dos acordos,  conchavos  e  intrigas. Os pretensos candidatos - Dilma, Aécio, Marina e Eduardo - permanecem a fazer discursos de puro marketing, inconsistentes e recheados de falsidades e promessas vãs. Fica  difícil diferenciar quem é governo e quem é oposição.
071113

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