sexta-feira, junho 21, 2013

O GRITO DA NAÇÃO

As gigantescas manifestações populares desta semana, embora imprevistas , não  surpreendem, considerando a situação de descalabro das instituições democráticas, a  precariedade dos serviços públicos, os impostos escorchantes, os  gastos abusivos, a  corrupção  generalizada.Tomada de indignação, e usando as Redes Sociais como palco dessa insatisfação,   a população, finalmente, saiu  do secular comodismo e foi  às ruas, para, além  do que protestar , advertir  os membros do Executivo, do Legislativo e do Judiciário sobre suas responsabilidades constitucionais, e cobrar ação. 
O GRITO DA NAÇÃO
A incompetência e irresponsabilidade do governo Lula da Silva pousou como uma bomba no colo da presidente  Dilma Rousseff.  Não que a criatura   tenha se esforçado para se livrar da herança maldita do criador. Ao contrário, sempre se mostrou obediente ao chefe, e nada fez para alterar os rumos  da política ou da economia.

Na política, continua a imperar, sob o incentivo do Executivo, a viciada prática do fisiologismo nas relações com o Parlamento. O toma lá dá cá, a subordinação do Executivo aos interesses eleitoreiros dos parlamentares em troca da subordinação do Parlamento,a corrupção endêmica no campo político e administrativo, a escolha de auxiliares pelo critério de interesses partidários e eleitorais em vez do critério da qualificação, e  e a completa dissociação  entre os  interesses da sociedade  e as práticas políticas retratam o panorama do que tem sido os dez  anos de governo petista.

Para agravar, a “marolinha” a que Lula se referiu, na tentativa de  caracterizar o País como uma    uma ilha de progresso num mundo em crise, não foi vencida pelas  política artificiais implementadas,  desde então,na tentativa de adiar o mal inevitável.

Finalmente,  a sociedade se convenceu que um pais com graves problemas estruturais e sociais dificilmente ficaria imune á crise. A inflação avançando e a economia em marcha lenta alertaram  a  muitos   que  o “crescimento com estabilidade”não passava de uma obra de ficção da máquina de propaganda governamental.

O desgoverno petista chegou ao auge com a despropositada iniciativa de aqui promover  os dois maiores eventos esportivos do mundo. A promessa inicial de que tanto a Copa do Mundo de Futebol de 2014, quanto os Jogos Olímpicos de 2016 seriam bancados pela iniciativa privada, ficou no esquecimento, e o que se assistiu foi um festival de gastos absurdos promovido pelo governo federal e por governos estaduais e municipais, para a construção de “arenas”, e no atendimento às exigências dos “donos” dos eventos, a FIFA e o COI.

Nesse contexto, as gigantescas manifestações populares desta semana, embora imprevistas , não  surpreendem, considerando a situação de descalabro das instituições democráticas, a  precariedade dos serviços públicos, os impostos escorchantes, os  gastos abusivos, a  corrupção  generalizada.Tomada de indignação, e usando as Redes Sociais como palco dessa insatisfação,   a população, finalmente, saiu  do secular comodismo e foi  às ruas, para, além  do que protestar , advertir  os membros do Executivo, do Legislativo e do Judiciário sobre suas responsabilidades constitucionais, e cobrar ação.

Exceto pela participação de anarquistas, as manifestações não visam a abolição das instituições republicanas, nem o fim dos partidos e da democracia. Embora a presença de partidos tivesse sido repudiada nos protestos, ficou patente que os manifestantes não querem a substituição do sistema  representativo pela democracia direta. O que ficou evidente   é que as instituições e seus representantes , ajam com ética e honestidade  e  cumpram o seu dever constitucional.

Embora não tenha sido o alvo exclusivo das manifestações, o governo de Dilma Rousseff, pela responsabilidade maior  que tem sobre na condução  do Brasil, e pelo fato de não ter se empenhado minimamente  para mudar o estado de coisas, tem sido, com justiça.  a maior  vítima desse extraordinário evento.
210613


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