terça-feira, abril 09, 2013

CONHECIMENTO E DESENVOLVIMENTO

O crescimento da economia não pode e não deve ser considerado um fim em si mesmo, mas apenas como uma etapa importante na construção do desenvolvimento. O crescimento muitas vezes se deve a fatores circunstanciais , ciclicos e quase sempre ilusórios. O desenvolvimento vai além: é um processo efetivo, consistente e integrado que não se restringe somente ao econômico, mas abarca os setores político,social e cultural , numa simbiose que resulta na verdadeira independência de uma nação.


CONHECIMENTO E DESENVOLVIMENTO

O Brasil parece ter estacionado num economicismo estéril, no qual nossos governantes não vão além dos limites impostos pela alternância entre crescimento e recessão. É verdade que nosso país tem atravessado um ciclo de crescimento, caracterizado pelo aumento das exportações, crescimento do consumo interno e multiplicação de serviços. Isso é positivo, mas não basta.


O crescimento da economia não pode e não deve ser considerado um fim em si mesmo, mas apenas como uma etapa importante na construção do desenvolvimento. O crescimento muitas vezes se deve a fatores circunstanciais, cíclicos e quase sempre ilusórios. O desenvolvimento vai muito além: é um processo efetivo, consistente e integrado que não se restringe somente ao econômico, mas abarca os setores político, social e cultural , numa simbiose que resulta na verdadeira independência de uma nação.


É    se insere a questão da educação. O desenvolvimento, considerado na sua totalidade, mais do que um simples ciclo de crescimento econômico, demanda quantidade crescente de recursos humanos qualificados - trabalhadores, engenheiros, técnicos,  economistas e cientistas - em todas as áreas da economia. A carência de mão de obra especializada já vem sendo sentida mesmo na atual etapa de intensificação da economia.


Além de profissionais, técnicos e cientistas especializados, o desenvolvimento requer uma população que não seja, como agora,  constituídas majoritariamente por pessoas desqualificadas,desinformadas,  carentes em todos os sentidos, e dependentes das  esmolas governamentais, mas de cidadãos ativos, altivos, cultos, educados e conhecedores de seus direitos e deveres, e ,portanto, capazes de questionar as mazelas governamentais.


Infelizmente, educação de qualidade é ainda uma miragem. Enquanto os discursos eleitoreiros pregam a necessidade da integração da grande parcela da população ao processo de conhecimento, a prática governamental caminha no sentido contrário. Os recursos destinados à Educação permanecem insuficientes e mal administrados. O atual modelo educacional continua marcado pela irracionalidade dos currículos defasados, professores despreparados e mal remunerados, e escolas desestruturadas. Tudo só poderia resultar na péssima qualidade do ensino básico , fundamental e médio.


O governo federal tem o diagnóstico mas não move uma palha para modificar o panorama. Infelizmente, a visão de nossos governantes continua, propositalmente, curta. E essa miopia continua a fazer com que o Brasil permaneça a marcar passo ao sabor de eventuais ciclos de crescimento econômico, que fazem a alegria dos donos do poder, mas não projetam o verdadeiro desenvolvimento.
 090413
 Artigo publicado orinalmente em 27/04/2011

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