segunda-feira, abril 08, 2013

ALÉM DOS QUINZE MINUTOS


 Nem o PT, nem o presidente da Casa, Henrique Alves, têm autoridade moral para reclamar da presença de Feliciano. Ambos participaram ou avalizaram o arranjo, e são cúmplices da presença do deputado no cargo. Dentro dos padrões que regem as relações entre os partidos no Congresso, a escolha de Feliciano foi, portanto, legítima.

ALÉM DOS QUINZE MINUTOS
O deputado Marco Feliciano já ultrapassou os quinze minutos de fama a que tem direito. As barulhentas e persistentes manifestações contra a sua presença na Comissão de Direitos Humanos da Câmara colocaram-no no pedestal das celebridades instantâneas que fazem a alegria de parte da mídia.

Feliciano não tem propriamente idéias ou substância política, mas sim  um amontoado de preconceitos que  pretende autenticado pela Bíblia. É mais um dos  muitos pastores evangélicos que, com práticas não muito distante  de charlatães, fazem de  suas “ovelhas”  trampolins  para sua ascensão financeira e política.

Mas, sendo fiel aos fatos, o deputado não preside a Comissão porque  a disputou com os demais. Preside-a porque o cargo  foi oferecido   como prêmio de consolação a um ator menor – o PSC - na coalizão que sustenta Dilma Rousseff. Portanto, nem o PT, nem o presidente da Casa, Henrique Alves, têm autoridade moral para reclamar da presença de Feliciano. Ambos participaram ou avalizaram o arranjo, e são cúmplices da presença do deputado no cargo. Dentro dos padrões que regem as relações entre os partidos no Congresso, a escolha de Feliciano foi, portanto, legítima.

O problema  é que ao querer afastá-lo do cargo, por conta de suas manifestações preconceituosas contra negros e homossexuais, partidos e militância  de esquerda transformaram um anônimo figurante no ator principal do picadeiro,  apedrejado por muitos e ovacionado por outros tantos que comungam dos mesmos “princípios” do pastor. Sim, porque os  mesmos absurdos repetidos por Feliciano estão enraizados na ignorância de milhares de brasileiros, que, agora, aplaudem o deputado e chegam a lançar o seu nome para a presidência da República.

Mais sensato do que badernar  o trabalho da comissão com gritos e assovios, teria sido usar o plenário do órgão como palco para o confronto de opiniões. Idéias retrógadas, absurdas ou bizarras devem ser combatidas com idéias lúcidas e lógicas. Por esse caminho, inevitavelmente, Feliciano cairia de podre e retornaria à sua merecida insignificância.
080413

3 comentários:

Anônimo disse...

O deputado tem o direito de dizer o que quiser. besteira e bobagens ainda não são proibidos. e ele ainda diz algumas verdades que as bichas detestam ouvir. a midia e o meio artisco são dominados pelos gays. se ele foi eleito legalmente deve permanecer no cargo.

Anônimo disse...

Marco Feliciano para presidente!!!!

Anônimo disse...

Marco Feliciano para presidente!!!!