quarta-feira, novembro 28, 2012

DIGITAIS DO LULA


Ao mesmo tempo em que afasta e demite funcionários do governo indiciados na operação Porto Seguro, da Polícia Federal, Dilma Rousseff  orienta a sua  base aliada no sentido de  impedir a convocação dos envolvidos nos crimes, para que façam no Congresso  os esclarecimentos devidos. Assim, com uma mão ela tenta satisfazer a opinião pública, com a outra,  agrada o seu padrinho político.
 DIGITAIS DO LULA
Marcado pela continuidade de escândalos herdados da administração de seu antecessor, o governo da presidente Dilma Rousseff  fez o  que   julgou correto para se livrar da herança maldita  deixada por Lula da Silva. Mas não foi suficiente para criar uma nova ordem e marcar um estilo que convença a todos de que caminha na direção da moralização dos costumes políticos. Pela simples razão de que é cada vez mais evidente a sua submissão   ao  antigo, e ainda poderoso, chefe.

Ao mesmo tempo em que afasta e demite funcionários do governo indiciados na operação Porto Seguro, da Polícia Federal, Dilma Rousseff  orienta a sua  base aliada no sentido de  impedir a convocação dos envolvidos nos crimes, para que façam no Congresso  os esclarecimentos devidos. Assim, com uma mão ela tenta satisfazer a opinião pública, com a outra,  agrada o seu padrinho político.

No imbróglio  da vez, a ex-chefe de gabinete da Presidência em SP, Rosemary Noronha,   seus comparsas da Anac  e ANA, os irmãos Paulo e Rubens Vieira, mais o ex-advogado geral adjunto da União, José Weber, foram indiciados pela participação num esquema de tráfico de influência e corrupção, na linha do “criar dificuldades para vender facilidade”. Mais uma vez, o exército de sectários do PT se prontificou, com a ajuda da tropa fisiológica, a blindar a figura de Lula e varrer para debaixo do tapete a sujeira ainda visível.

O motivo alegado para  esconder Rosemary é o temor de que a instabilidade emocional da indiciada leve-a a dar com a língua nos dentes falar o que “não deveria”, segundo um parlamentares governistas. Justificativa risível se não fosse preocupante. Afinal, o quê de tão grave ela não pode falar?

O fato é que  mais uma quadrilha emerge dos subterrâneos do petismo,e, mais uma vez, aparecem as digitais do ex-presidente. Na rotina de escândalos  que marcam as administrações petistas, somos defrontados com mais um, cujos personagens principais eram amigos íntimos do ex-presidente, freqüentavam os gabinetes do Planalto, as salas de estar do Alvorada, e agiam de forma criminosa sob as barbas de Lula.
291112

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