quarta-feira, outubro 24, 2012

FIM DA ERA SERRA?

O fato é que Serra tem se especializado em perder eleições para o PT, e mais, uma vez, confirmou a vocação: foram duas eleições presidenciais perdidas, para Lula, em 2002, e Dilma, em 2010. Agora, caminha para perder a disputa pela prefeitura da maior cidade do país para o candidato inventado por Lula.
FIM DA ERA SERRA?


A se confirmarem as recentes pesquisas eleitorais, o petista Fernando Haddad ganha em São Paulo. O discurso de José Serra, associando o adversário ao mensalão, não teve o efeito desejado sobre a maioria do eleitorado paulistano. Uma parte do eleitorado disposto a voltar em Haddad é petista de carteirinha e tende a ir ao céu e ao inferno por Lula, Dilma e José Dirceu. A outra parte, por diversos motivos, viu no candidato petista atributos melhores para administrar São Paulo.



O fato é que Serra tem se especializado em perder eleições para o PT, e, mais uma vez, confirmou a vocação: foram duas eleições presidenciais perdidas, para Lula, em 2002, e Dilma, em 2010. Agora, caminha para perder a disputa pela prefeitura da maior cidade do país para o candidato inventado por Lula.



O grande erro do candidato tucano foi ter supervalorizado o efeito negativo do julgamento do mensalão sobre a campanha de Haddad , e , ao mesmo tempo, não ter dado a própria campanha propósitos e projetos consistentes. que atraíssem o eleitor indeciso. Além disso, ficou o estigma do candidato insincero que abandona o cargo na metade do mandato , o que aconteceu em 2006, quando deixou a prefeitura pela candidatura ao governo do estado.



Na verdade, Serra não queria a atual disputa. Preparava-se para 2014, quando tentaria, mais uma vez, a Presidência ou o governo do estado. Só foi candidato porque o PSDB de São Paulo se mostrou incapaz de construir uma candidatura que representasse a união do partido e, sobretudo, a renovação. Renovação que parece mover os eleitores a tenderem pela candidatura do petista.



 Se José Serra caminha definitivamente para o ostracismo, é prematuro afirmar. Mas o seu enfraquecimento político é inevitável, na proporção inversa do fortalecimento de Aécio Neves e de Geraldo Alckmin no comando do partido.

241012


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