segunda-feira, janeiro 16, 2012

O QUERIDINHO DA REPÚBLICA

As pedras atiradas sobre o feudo de Campos - O Ministério da Integração Nacional - só fizeram fortalecer o seu prestígio: Campos vem sendo afagado pela presidente Dilma Rousseff e pelo  presidenciável tucano Aécio Neves. Ambos motivados, é evidente,  pelo mesmo propósito  de tê-lo como aliado em 2014. 

O QUERIDINHO DA REPÚBLICA
O governador de Pernambuco Eduardo Campos é o atual queridinho da política brasileira. O governo de Dilma Rousseff não quer perdê-lo de vista, e a oposição tucana o quer como aliado em futuras batalhas. E ambos têm razão quando procuram proximidade com o   líder do PSB.

Eduardo Campos é neto e herdeiro político de Miguel Arraes, e, sob alguns aspectos, está  se dando melhor  do que o falecido avô. Arraes dominou a política pernambucana entre as décadas de 60 e 90, praticando  uma inusitada mistura de coronelismo, populismo e esquerdismo. As suas práticas de governo  não dispensavam os velhos hábitos  da política nordestina , mas vinham recheadas  por  teses socialistas que lhe valeram  a prisão e o exílio nos anos da ditadura militar.

O crescimento político de Eduardo Campos, que lidera um partido que governa seis Estados, quatro capitais, e possui   uma pequena porém  influente bancada no Congresso, fez dele  peça fundamental do tabuleiro da sucessão presidencial de 2014, e por isso, alvo de ataques de oposicionistas e de aliados do governo.

Para muitos observadores, a recente crise  que atingiu o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, afilhado político de Campos,  acusado de favorecer Pernambuco com liberação de verbas, foi obra do "fogo amigo", ou seja, gente do PMDB e do PT incomodada com a  crescente influência  de Campos , e tentando desqualificar a sua possível candidatura à presidência.

As pedras atiradas sobre o feudo de Campos - O Ministério da Integração Nacional - só fizeram fortalecer o seu prestígio: Campos vem sendo afagado pela presidente Dilma Rousseff e pelo  presidenciável tucano Aécio Neves. Ambos motivados, é evidente,  pelo mesmo propósito  de tê-lo como aliado em 2014.

Difícil é imaginar que o governador de Pernambuco, terminado o seu segundo mandato no governo de Pernambuco, se satisfaça  com uma cadeira no Senado e aguarde pacientemente o fim da "Era PT". Por isso, seus aliados têm como certo que ele entre na briga sucessória. Paradoxalmente, o seu sucesso na empreitada ficará condicionado ao fracasso de um governo no qual ele e o seu partido foram atuantes  desde o primeiro mandato de Lula, em 2003.
160112

2 comentários:

Anônimo disse...

Não será surpresa se Edurado Campos e Aécio Neves caminharem de mãos dadas, pois são do mesmo perfil. Ambos governam (ou governaram) seus Estados praticamente sem oposição, "calando" a grande mídia com generosas doses de cotas publicitárias, fazem (e fizeram) governos onde as terceirizações do setor público são destaque, deixando a maioria dos servidores públicos sem aumento real de salário, ambos massacram os professores, resumindo, são farinha do mesmo saco. A propaganda de Eduardo Campos assusta até mesmo o auge da propaganda de Goebels. Quem tá de fora vê um pernambuco perfeito, sem problemas, onde o desenvolvimento é igual para todos, onde a miséria não existe e onde respiramos a paz. Nada disso é verdade, vivemos num estado pobre, onde as riquezas continuam caminhando pro mesmo lugar, onde as elites continuam lucrando muito e as "obras" do Governo do estado não passam de caronas das obras Federais. Mas, apenas 10% é oposição a Eduardo, então, o que falei não importa...

Fabio disse...

Eduardo Campos tem demonstrado uma capacidade incrível de operacionalização administrativa e política. O povo de Pernambuco é bastante politizado, e não se submete a alienações. É a interiorização dos investimentos com geração de emprego e renda, é a melhoria na qualidade da saúde, educação e segurança. Desculpe-me, aí, mas se a bisonha oposição tivesse metade da capacidade do Dr. Dudu, ela sairia do marasmo acanhado de propostas políticas. É preciso aprender com os bons.