segunda-feira, novembro 21, 2011

INSENSATEZ EM MARCHA

Os efeitos negativos da decisão do governo petista já se fazem sentir. A execução do cronograma para a realização  do Mundial de Futebol tem se mostrado confusa, lenta, e pouco transparente. E marcada por conflito  de egos, uma vez que os dois principais responsáveis pelo evento - o governo brasileiro e a CBF - não se entendem. Sem querer   enfatizar que tanto o governo de Dilma Rousseff quanto o presidente da CBF estão atolados em denúncias de má gestão, desvio de recursos,e, no caso de Ricardo Teixeira, fraude fiscal e enriquecimento ilícito.
INSENSATEZ EM MARCHA


O ex-presidente Lula , talvez inebriado pela popularidade interna e prestígio internacional, quis mostrar ao mundo uma força que o país  de fato  não possui. Tomado por um populismo que o leva a  decisões de efeito eleitoral, cometeu a irresponsabilidade fazer o país assumir a promoção dos dois maiores eventos esportivos, num momento de crise mundial. Isso sob o aplauso de uma maioria conivente ou iludida, e as críticas de uma minoria sensata. Desprezou solenemente o fato de que o momento exige austeridade e bom senso, e não permite loucuras.


Os efeitos negativos da decisão do governo petista já se fazem sentir. A execução do cronograma para a realização do Mundial de Futebol tem se mostrado confusa, lenta, e pouco transparente. E marcada por conflito de egos, uma vez que os dois principais responsáveis pelo evento - o governo brasileiro e a CBF - não se entendem. Sem querer enfatizar que tanto o governo de Dilma Rousseff quanto o presidente da CBF estão atolados em denúncias de má gestão, desvio de recursos,e, no caso de Ricardo Teixeira, fraude fiscal e enriquecimento ilícito.


O paraíso anunciado aos incautos pelo governo, quando o Brasil conquistou oficialmente o direito de sediar o Mundial, não passa de miragem. As prometidas obras de infra-estrutura, ampliação da rede hoteleira, remodelação dos aeroportos, e reformulação do sistema viário e de transportes, não atraíram a iniciativa privada, e jogaram nas costas do poder público uma gigantesca responsabilidade que ele terá de assumir, com toda a incompetência que tem marcado suas ações.


O fato é que os investimentos privados em obras e eventos que constituirão o torneio de futebol de 2014 praticamente inexistem, e o pagamento da conta, cada vez mais, será jogado nos ombros do poder público, ou seja, em prejuízo da sociedade.


A estimativa inicial é que os gastos públicos superarão os R$ 27 bilhões, divididos entre União, Estados e Municípios. A lentidão certamente multiplicará esse valor. O atraso na execução das obras em nove estádios e sete aeroportos, segundo estimativa do TCU, acarretará um acréscimo de, no mínimo, R$ 720 milhões só com encargos trabalhistas, pois as obras deverão ser feitas em três turnos de trabalho.


Tamanha falta de planejamento aliada ao rotineiro desperdício de recursos públicos trarão, em troca de poucos e fugazes benefícios, consequências negativas e permanentes para a economia do país. Economistas prevêem a elevação da dívida pública e o crescimento da inflação, que serão combatidos com o aumento da carga tributária. Como resultado final desse processo, os setores sociais básicos - educação, saúde e segurança - serão mais afetados negativamente do que já o sãO atualmente.


Ao assumir o risco da promoção dos eventos, o governo petista parece fazer crer que o Brasil é uma ilha de prosperidade num oceano de crise. Não é. O Brasil é um país com enormes carências sociais, uma arrecadação monstruosa e uma péssima prestação de serviços governamentais. A conta dessa decisão insensatez será paga, com juros, por toda a sociedade.

211111

2 comentários:

Ildo disse...

O governo incomPTente vai realizar a copa de qualquer jeito. Vai ser bagunçada como tudo o que o PT faz, e com muita grana pública desviada pela corrupção. A FIFA vai ter que acitar a bagunça porque nenhum outro país quis organizar essa copa.

Sara disse...

Insensatez mesmo. Todo os investimentos para sediar a copa deveriam ser aplicados na melhoria da saúde, da educação.Estes são os pilares mais importantes numa sociedade.