segunda-feira, outubro 17, 2011

NAS MÃOS DO ELEITOR

As sucessivas eleições de Lula e Dilma se devem, em grande parte, aos arranjos eleitorais com partidos sem expressão, oportunistas e carentes de idéias, que inundam o nosso ambiente político. Ademais, em que pese sua posição de crítica à atual fórmula de financiamento eleitoral,o PT é o partido que mais tem se beneficiado do apoio financeiro de poderosos grupos privados nas eleições, e a tendência é que o volume desses recursos aumente na medida em que permanecerem generosas as relações do governo petista com banqueiros e empreiteiros.
                                                                                                         Charge de Cícero
NAS MÃOS DO ELEITOR


Os políticos brasileiros não querem uma reformulação no sistema político-eleitoral.Os atuais governantes e parlamentares foram eleitos, mantêm-se no poder, e usufruem de seus privilégios no atual sistema, e não demonstram sinceridade quando dizem pretender alterá-lo.


Para o público externo, buscam parecer o contrário, e passam a impressão de que se preocupam com as falhas do sistema atual e desejam moralizá-lo. Mas, internamente, sabem que alterações muito profundas na estrutura política levam a um quadro de incerteza e podem representar o fim de suas carreiras. Por isso, dificilmente irão além de uma ou outra maquiagem que não afetarão o fundamental do que aí está.


Se os congressistas não querem a reforma , muito menos o governo e o seu partido. Por mais que o PT critique o financiamento privado das campanhas eleitorais , a multiplicidade de siglas, e a ausência de substancia ideológica nos atuais partidos, não tem como negar que é neste sistema imperfeito e viciado que o partido da estrela vermelha tem se dado bem e garantido a sua permanência no poder.


As sucessivas eleições de Lula e Dilma se devem, em grande parte, aos arranjos eleitorais com partidos sem expressão, oportunistas e carentes de idéias, que inundam o nosso ambiente político. Ademais, em que pese sua posição de crítica à atual fórmula de financiamento eleitoral,o PT é o partido que mais tem se beneficiado do apoio financeiro de poderosos grupos privados nas eleições, e a tendência é que o volume desses recursos aumente na medida em que permanecerem generosas as relações do governo petista com banqueiros e empreiteiros.


As divergências entre os congressistas têm se limitado a reformulações pontuais na prática eleitoral, e não tocam nas questões fundamentais para o eleitorado, como, por exemplo, a redução do número de congressitas, a extinção do Senado, ou o fim do voto obrigatório.


O que apenas confirma que se depender dos políticos nenhuma reforma autêntica acontecerá nos próximos anos. Situação que permanecerá enquanto o Brasil mantiver um quadro político com tão baixa qualificação. A esperada reforma política está nas mãos do eleitor. Em 2012, ao escolher seus novos representantes municipais, terá que exigir dos candidatos esse compromisso.

171011

Um comentário:

Anônimo disse...

Reforma política de verdade é assim:
1- Voto facultativo
2- Fim de reeleição
3- Início do voto distrital simples
4- Revogabilidade de mandato
5- Financiamento público de campanha ( sem dar dinheiro para partido ou candidato; apenas santinho, rádio e tv
6- Fusão de partidos com a mesma ideologia (para ficar mais fácil para o povo entender e se filiar).
7- Maior rigor ético nos partidos
8- Redução do número de deputados federais e estaduais, senadores e vereadores
9- Câmara de vereadores apenas nas comarcas
10-Prova de cidadania e de ficha limpa para candidato a qualquer cargo eletivo na Justiça Eleitoral.