terça-feira, setembro 20, 2011

A FAXINA É UM MITO

Embora não se deva responsabilizar  exclusivamente o atual governo e o que o antecedeu pela prática do fisiologismo na formação do ministério, pode-se culpá-los por ter levado a tal prática ao extremo do suportável.  O resultado tem sido a escolha de políticos sem o mínimo conhecimento técnico da área governamental que ficará sob a sua responsabilidade.
A FAXINA É UM MITO
Não passa de mito a propalada  faxina que a presidente Dilma Rousseff estaria executando no seu governo. O mito ganhou força tendo em vista as  sucessivas  demissões de ministros por suspeita de envolvimento com esquemas de corrupção e falta de ética. A saída de alguns ministros se deu muito mais pela pressão da mídia e da opinião pública do que por uma ação deliberada da presidente. O principal ator  a provocar o governo nesse sentido  tem sido a imprensa, em especial a revista Veja e o jornal Folha de S Paulo. Com suas seguidas denúncias - todas elas confirmadas -,  tem forçado  a presidente a  agir, sob pena da desmoralização de um governo que mal começou.

É sintomático que a própria Dilma Rousseff tenha se apressado em afastar de si a aura de  paladina da moralidade pública, quando afirmou que o combate à corrupção não é  o objetivo central do seu governo. E de fato não é. Pelo menos enquanto persistir o critério de se entregar aos líderes dos partidos a competência para escolher ministros. A presidente reserva para si os ministérios considerados estratégicos e loteia os demais entre os partidos da base que lhe dá sustentação no Congresso. Quando a disputa se torna acirrada, cria-se do nada um novo ministério para aplacar a fome de algum aliado insatisfeito com a distribuição dos cargos.O resultado desse método tem sido desastroso para o país.

Embora não se deva responsabilizar  exclusivamente o atual governo e o que o antecedeu pela prática do fisiologismo na formação do ministério, pode-se culpá-los por ter levado a tal prática ao extremo do suportável. É fato conhecido que desde a redemocratização do país, em meados dos anos oitenta, o critério que privilegia a competência do escolhido para o cargo  passou a ser irrelevante  na hora da escolha dos membros do primeiro escalão. O resultado tem sido a escolha de políticos sem o mínimo conhecimento técnico da área governamental que ficará sob a sua responsabilidade.

Esse desconhecimento técnico somado ao total desconhecimento pessoal da presidente em relação aos escolhidos, geram uma equipe ministerial sem nenhuma unidade, de baixíssima  qualidade, e com ministros muito mais propensos a prestar vassalagem ao   cacique  que o  indicou para o cargo, do que prestar contas à chefe do executivo. Pode  ser esse o caso do novo ministro do Turismo Gastão Vieira em relação a José Sarney, seu chefe político.

O fato é que por mais que os governistas insistam na existência de certo "espírito republicano" a nortear as ações do atual governo, a prática tem  demonstrado o contrário: a corrupção prolifera e  a presidente reage com timidez apenas quando os fatos extrapolam o limite do suportável.

Se quiser de fato realizar uma faxina e tornar o governo menos volúvel aos desvios de conduta, a presidente tem à disposição a receita que é fornecida por qualquer manual de boa governança: para começar, reduzir drasticamente a quantidade de ministérios e estabelecer o equilíbrio entre os critérios técnico, político e ético na escolha de cada ministro.
200911

2 comentários:

Anônimo disse...

Ministério é para dar emprego a corja de Brasília. Nós garantimos os salários da corja de inúteis. Dilma não manda nada. Quem manda é Sarney, Temer eo Pmdbosta.

Movimento Contra a Corrupção disse...

II Marcha Contra a Corrupção
Pelo voto aberto e ficha limpa!
Dia 12 de outubro de 2011.
Em Brasília, no Museu Nacional às 10 horas.
Contamos com o seu apoio e participação.