terça-feira, julho 05, 2011

MINISTÉRIO FICHA SUJA

Portanto, as denúncias de Veja apenas acentuam a idéia de que se quiser fazer um governo digno e transparente, a chefe do governo terá que se livrar dessa  herança maldita deixada pelo antecessor em conluio com os principais líderes dos partidos da base aliada. Gente do naipe de José Sarney, Romero Jucá e Waldemar da Costa Neto.
MINISTÉRIO FICHA SUJA


As denúncias sobre a  existência de um esquema de cobrança de propina e superfaturamento de obras envolvendo o alto escalão do ministério do Transporte coloca contra a parede o ministro Alfredo Nascimento e acentua as dúvidas que existiam sobre a qualidade do ministério que assessora a presidente Dilma Rousseff.

Desde o momento da escolha dos ministros que formariam o primeiro escalão do novo governo. essas dúvidas começaram a ser postas, e o transcorrer dos seis primeiros meses de governo somente confirmaram a certeza de que o time montado por Dilma havia sido formado por políticos de honradez duvidosa e alguns deles detentores de fichas sujas.

A lista dos ministros que devem explicações à sociedade, e sob suspeita de práticas ilícitas é longa. Vai de Gilberto Carvalho,Secretário-Geral da Presidência , réu num processo de cobrança de propina em Santo André ao ministro do Turismo , Pedro Novais, flagrado por O Estado de S.Paulo apresentando notas fiscais de um motel para justificar despesas junto à Câmara e ser reembolsado.

Inclui ainda o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, envolvido no "escândalo dos aloprados", Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,alvo de uma ação penal proposta pelo MP por improbidade administrativa, e Edison Lobão, segundo O Globo, envolvido com empresários suspeitos de chefiar uma quadrilha de sonegadores de impostos no setor de combustíveis no Rio.

Os casos mais emblemáticos são os de Antonio Palocci, já demitido da chefia da Casa Civil, e Alfredo Nascimento, ainda no ministério dos Transportes.O primeiro, voltou ao governo mesmo depois de defenestrado da gestão Lula por envolvimento em tenebrosos episódios numa casa do Lago Sul brasiliense e, uma vez descoberto, ordenar a violação do sigilo bancário do caseiro que o dedurara. Antes, seu governo em Ribeirão Preto fora acusado de fraudar milionárias licitações de coleta de lixo e até mesmo de compra de molho de tomate para merenda escolar.

Mal iniciado o novo governo, Palocci deu mostra de que não havia se emendado e teve que se afastar sob fortes indícios de enriquecimento ilícito por não conseguiu explicar como se dera a incrível multiplicação de seu patrimônio no curto espaço de quatro anos.

Já Alfredo Nascimento, a bola da vez, antes mesmo de assumir o seu atual posto já era alvo de denúncia da Procuradoria Regional Eleitoral do Amazonas por compra de votos nas eleições de outubro, quando disputou e perdeu o governo do estado. Em 2006, quando se elegeu senador pelo PR, já fora objeto de outras acusações de irregularidade, como falsificação fiscal, compra de votos e abuso do poder econômico. Portanto, não foi por falta de aviso que Dilma Rousseff insistiu no erro de manter o político na chefia de um ministério tão bem aquinhoado pelo Orçamento.

Portanto, as denúncias de Veja apenas acentuam a idéia de que se quiser fazer um governo digno e transparente, a chefe do governo terá que se livrar dessa herança maldita deixada pelo antecessor em conluio com os principais líderes dos partidos da base aliada. Gente do naipe de José Sarney, Romero Jucá e Waldemar da Costa Neto. Essa herança está personificada num ministério que, com poucas exceções, não tem a mínima dedicação à causa pública, respeito pelo cidadão e amor ao Brasil.
050711

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