quinta-feira, julho 07, 2011

MARCHA DE CIDADÃOS

Gays, maconheiros e "vadias" têm todo o direito de se expressarem publicamente de forma organizada. Faz bem à democracia, por mais estranhas que possam parecer as suas motivações. As grandes cidades brasileiras, nos últimos meses, vem sendo palco de marchas, desfiles, e "paradas" nos quais gays manifestam o seu "orgulho", maconheiros reivindicam, e "vadias" protestam, provocando a simpatia de alguns e o repúdio de outros. Pena que apenas motivos menores, banais, ou de interesse restrito estejam a mover pessoas a irem às ruas para manifestar.

Lamentável que essa forma de expressão de cidadania não venha se estendendo a motivações menos superficiais e, portanto, mais essenciais na vida da sociedade e dos cidadãos. Razões não faltarão: enquanto no Congresso, no Planalto e no Edifício do Supremo nossos governantes, juizes e representantes se dedicam a toda sorte de mazelas e falcatruas, em que desperdício, corrupção e ineficiência são rotineiros , a sociedade sua a camisa para fazer este o país andar.

Sob o peso de uma indecente carga tributária, sufocado pelo excesso de burocracia e toda sorte de exigências absurdas, os cidadãos brasileiros esperam que os governantes cumpram o seu dever com honestidade e competência. Mas, não basta esperar. É preciso exigir e cobrar .Diante da inércia , da inépcia e da corrupção, será preciso que a sociedade se comporte como a torcida de um time de futebol insatisfeita, a exigir garra e desempenho de seus jogadores. Portanto, muito além de manifestações de gays, maconheiros e “vadias”, o Brasil está a precisar com urgência de uma grande marcha de cidadãos .



070711

2 comentários:

Anônimo disse...

Esqueça. o brasileiro só se une na sacanagem.

Rosena disse...

Fernando, essa é do Reinaldo Azevedo. Eu acho perfeito:“Em matéria de pornografia e falta de decoro, a algumas centenas de metros dali, em certa praça, é que se pratica a verdadeira sacanagem. Eis a geração sucrilho, sustentada até os 35 anos pelos pais, que nem fumam maconha nem ficam pelados em público porque têm de trabalhar para sustentar vadios e vadias.”