quinta-feira, junho 30, 2011

ALIADOS SEDENTOS

Os parlamentares da base aliada do governo Dilma Rousseff no Congresso têm abusado do exercício de contrariar um governo que, em tese, deveriam apoiar. E não se tratam de desavenças de ordem ideológica, mas sim de razão puramente fisiológica: deputados e senadores governistas querem mais espaço e verbas, enquanto o governo exige maior  fidelidade de seus apoiadores.


Nesta semana, PMDB e outros partidos governistas interromperam as votações na Câmara exigindo que a presidente libere recursos retidos, referentes ao orçamento de 2009. Não atendidos, ameaçam votar a Emenda 29, que regulamenta gastos com a Saúde, e a PEC 300, que institui o piso salarial dos policiais de todo o país. A aprovação das duas propostas acarretaria uma despesa adicional de R$55 bilhões por ano ao governo federal.


Com seis meses de governo, Dilma não tem demonstrado força política nem jogo de cintura para lidar com políticos sedentos por verbas que se traduzirão, adiante, em votos necessários à continuidade de suas respectivas carreiras políticas. Por isso, usam e abusam da chantagem como principal arma para conseguirem o que desejam. E o atual governo pouco pode reclamar desse comportamento, pois se o fisiologismo não foi invenção do PT, certamente foi aperfeiçoado e multiplicado nos oito anos da administração Lula.


Sob o argumento da necessidade de contenção de despesas, Dilma tem resistido o quanto pode aos apelos de deputados e senadores, enquanto, por outro lado, aumenta os gastos com a máquina do Executivo. Continuando assim, cada votação no Congresso se constituirá numa intensa negociação na base do toma lá dá cá. Com os aliados desse tipo, a presidente nem precisa de oposição.

300611

Um comentário:

Sergio disse...

Os desdentados e analfabetos do bolsa família + os sectários do pt, pc do b e quetais + a nova "classe média' deslumbrada com a facilidade do crediário batem palmas para dilma-lula-pmdb. Enquanto isso, por conta da copa + olimpíadas a roubalheira é geral e impune. O país verá o tamanho do estrago nos próximos 10 anos.