segunda-feira, abril 04, 2011

A SERVIÇO DO REI

A presidente Dilma organiza uma equipe de governo pouco afeita a programas e políticas públicas e mais interessada em abrir espaços políticos para os seus partidários.O resultado imediato desse comportamento pode ser a perda do controle presidencial sobre a estrutura governamental e a consequente multiplicação de casos de ineficiência e de corrupção.

A SERVIÇO DO REI
O governo existe para servir à sociedade, ou a sociedade deve estar a serviço do governo? Para a maioria das pessoas, a resposta parece óbvia. Mas o PT não se convence disso. Desde a ascensão de Lula e sua turma, temos assistido ao crescimento desordenado e irracional do setor público. Dilma Rousseff nada tem feito para demonstrar o contrário.


O novo governo tem reforçado a convicção petista de que os interesses do partido e do governo estão muito acima dos interesses da sociedade. Prova disso é a criação de novos ministérios , a multiplicação de cargos e o empreguismo, o que leva forçosamente ao aumento das despesas com salários , custeio da máquina pública e com a rotina do governo. Com sobrecarga para o setor produtivo e para a sociedade em geral, que pagam a conta da orgia governamental.


No primeiro trimestre deste ano, o executivo gastou com pessoal e custeio R$ 10bilhões a mais em relação ao mesmo período do ano passado.Em contrapartida,desmentindo promessa de campanha, o início do novo governo vem sendo marcado por cortes nos investimentos.


Na campanha eleitoral, ao mesmo tempo em que anunciava cortes nos gastos públicos, a candidata petista prometia que os investimentos não seriam afetados.Os dados do primeiro trimestre mostram que aconteceu justamente o contrário. Os investimentos caíram pouco mais de R$ 300 milhões na comparação com o mesmo período de 2010, e, segundo dados do Siafi, dos 8,2 bilhões destinados a investimentos no primeiro trimestre deste ano, R$ 7,9 bilhões se referem a pagamentos de contas herdadas do governo passado.


Durante a montagem de seu governo, Dilma repete os velhos vícios de seu antecessor, que sob o pretexto de garantir uma maioria no Congresso, alimentava a fome dos aliados com generosa distribuição de cargos e benesses. A presidente organiza uma equipe de governo pouco afeita a programas e políticas públicas e mais interessada em abrir espaços políticos para os seus partidários.O resultado imediato desse comportamento pode ser a perda do controle presidencial sobre a estrutura governamental e a consequente multiplicação de casos de ineficiência e de corrupção.


O aumento dos gastos na área federal vem norteando a atuação da oposição tucana , que andava perdida e desmoralizada . Reunidos em Belo Horizonte no último sábado, os principais caciques do PSDB centraram suas críticas no modelo de gestão petista, embora muitos governos tucanos nos Estados não sejam exatamente um modelo de gestão.


A questão das contas públicas tem levado à justa preocupação com o crescimento lento e contínuo da inflação. A falta de um plano de austeridade e o descompromisso com as reformas administrativas e tributária demonstram o pouco interesse do governo em mantê-la em níveis baixos. O descontrole das contas públicas , como se sabe, é o maior alimentador da inflação, e, nesse sentido, podemos estar a um passo da volta lenta, contínua e gradual do monstro que aterrorizou o país na década de oitenta.


Por mais que a propaganda tente construir uma imagem positiva dos primeiros meses do novo governo, e isso seja repercutido nas pesquisas, a realidade nos conduz para uma visão preocupante do futuro próximo. 040411

2 comentários:

Piada disse...

Dilminha esta fazendo um bom governo.A oposição ta com dor de cotovelo. Agora cá prá nós, oposição comandada por Serra e Aécio é piada.

Anônimo disse...

Com uma oposição como essa, quem precisa de amigos! Antes de tacar pedra na vidraça federal olhe bem como está Minas Gerais! Sem esse marketing rastaquera que envolve tudo que o P$DB faz