segunda-feira, março 21, 2011

RELAÇÕES MADURAS


Visitas de chefes de Estado costumam ter muitas formalidades, rigor protocolar e poucos resultados imediatos. Mas são importantes porque revelam intenções. Se Dilma Rousseff quiser e souber abandonar definitivamente o terceiro-mundismo tão caro aos petistas, em troca do aprofundamento das relações com países que realmente contam, já terá dado um grande passo no sentido da maturidade da nossa política externa.


RELAÇÕES MADURAS
A visita de Barack Obama pode contribuir para o amadurecimento da política externa do Brasil, desde que se afaste definitivamente do populismo terceiro-mundista que marcou os anos do governo Lula. Nos seus discursos, Obama deixou claro que quer uma parceria mais efetiva com o Brasil, dentro do respeito aos princípios democráticos e aos direitos humanos.

De positivo, a atitude do novo governo brasileiro, que parece ter se afastado do dos descaminhos da política externa que marcaram o governo anterior.É bom lembrar que, assessorado por figuras do calibre de Marco Aurélio "Top Top" Garcia e Celso Amorim, Lula preferia valorizar as relações com países inexpressivos e ditaduras sanguinárias,numa tola tentativa de desafio permanente aos Estados Unidos.

Nos anos sessenta, o nosso país já havia sofrido as consequências de um nacionalismo senil a alimentar um ódio mortal aos Estados Unidos, então responsabilizados por todas as mazelas do nosso subdesenvolvimento.Tal antiamericanismo,muito longe de nos levar à independência econômica, conforme pregavam as cartilhas da esquerda, mergulhou o país nas trevas do atraso e do autoritarismo.

De certa forma, o governo Lula tentou reviver aquele momento que, conforme tem sinalizado de forma tímida, Dilma quer evitar.O discurso da presidente repisou em velhos temas: reafirmou o anseio do Brasil de ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU; reclamou do protecionismo que impõe barreiras aos produtos nacionais no mercado norte americano.Delicadamente, Obama não se comprometeu a dar guarida a nenhuma das reivindicações brasileiras.

Mas estas questões ficam menores e poderão ser gradualmente solucionadas se Brasil e Estados Unidos adotarem relações mais maduras que impliquem num maior equilíbrio comercial e num amplo e efetivo processo de cooperação e de aprendizado no campo da ciência , tecnologia , cultura e educação. Sempre é tempo de se recuperar do impasse imposto pelas irresponsáveis peripécias do governo Lula.

Visitas de chefes de Estado costumam ter muitas formalidades, rigor protocolar e poucos resultados imediatos. Mas são importantes porque revelam intenções. Se Dilma Rousseff quiser e souber abandonar definitivamente o terceiro-mundismo tão caro aos petistas, em troca do aprofundamento das relações com países que realmente contam, já terá dado um grande passo no sentido da maturidade da nossa política externa.
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4 comentários:

Severo disse...

Meia duzia de idiotas se postaram em frente ao Teatro Municipal para protestar contra a presença de Obama.E fácil identifica-los. São aqueles que são corajosos na hora de gritarem Yankees go home, mas não são capazes de levantar um dedo contra a gastança e a corrupção tupiniquim. Pobres coitados!

Reinaldo disse...

Fernando;
Parodiando Lenine, que dizia ser o "esquerdismo" a doença infantil do Comunismo, eu diria que o antiamericanismo é a doença infantil do Capitalismo. Felizmente, é um mal curável.

Miriam disse...

Bush foi ao Brasil duas vezes, e hoje quando a gente pergunta analistas pouca gente destaca qualquer coisa marcante dessas visitas. No máximo falam da boa relação pessoal que ele tinha com Lula. Daqui a alguns anos vamos ver o que vai ficar marcado do Obama. Não será esse discurso. Provavelmente serão as saias justas, mudanças de planos, etc. Mas vai depender do quanto a relação dele com Dilma avançará.

Politica ao avesso disse...

QUEM DIRIA, UM DIA OS EUA IA PEDIR PENICO PARA O BRASIL.
A situação do Tio San é grave, só para a China deve mais de um trilhão e quatrocentos bilhões de dólares, o Brasil tem um superávit de mais de 300 bilhões de dólares.
É uma vergonha ver o país, que tem mais de 20 milhões de miseráveis e que ocupa o 73° lugar no ranking da ONU no quesito IDH, vender carne, açucar, soja, etc., bem baratinho para os gringos e muito carinho (preço alto com 62 impostos) para nós brasileiros.