segunda-feira, dezembro 13, 2010

DIVIDINDO A SOCIEDADE

Apesar do discurso rancoroso e demagógico ter soado como música nos ouvidos dos mais carentes e menos esclarecidos, Lula não contribuiu um milímetro para arrancá-los efetivamente da pobreza e da ignorância, e ainda se permitiu a práticas de distribuição de cotas e bolsas, fato que só fez acentuar o caráter puramente assistencialista de suas políticas sociais . Fez de ações que deveriam ser apenas emergenciais e paliativas, a marca registrada de seu governo.
DIVIDINDO A SOCIDADE

Ao afirmar que governa somente para os pobres, porque os ricos não precisam do Estado, Lula colocou mais um tijolo no muro de asneiras que proferiu ao longo de seus dois mandatos, e confirmou que se esforçou pelo apartheid social. Dentre outras, Lula deixa como herança maldita o fato de ter incorporado ao cenário político,de forma insistente e proposital, o surrado maniqueísmo. Com suas declarações, acirrou o ódio entre as classes, bem ao velho estilo marxista, mas de forma canhestra.

Lula tem alimentado o ódio entre as classes ao atribuir aos “ricos” a culpa por todas as mazelas do país. Estabeleceu uma nítida linha demarcatória entre os que potencialmente formariam o seu eleitorado – a maioria absoluta do povo – e os que lhe fariam oposição.

Apesar do discurso rancoroso e demagógico ter soado como música nos ouvidos dos mais carentes e menos esclarecidos, Lula não contribuiu um milímetro para arrancá-los efetivamente da pobreza e da ignorância, e ainda se permitiu a práticas de distribuição de cotas e bolsas, fato que só fez acentuar o caráter puramente assistencialista de suas políticas sociais . Fez de ações que deveriam ser apenas emergenciais e paliativas, a marca registrada de seu governo.

O líder petista se engana, e tenta enganar aos incautos, quando diz que os ricos não precisam do Estado. Toda a sociedade, independentemente de classe social, é credora do Estado. Todos contribuem com seus impostos para que o Estado aja em benefício de todos. Se, por exemplo, ao invés de práticas assistencialistas. o governo implementasse a melhoria da educação, “ricos” e pobres se beneficiariam.

A classe média – que Lula chama de “ricos” – não precisaria arcar com as despesas de serviços particulares de ensino, e seus filhos freqüentariam, junto com os filhos dos pobres, escolas públicas de qualidade, o que certamente possibilitaria, pelo esforço e pela competência , a ascensão social de todos.

No apagar das luzes, Lula confirmou mais uma vez a sua visão limitada sobre as atribuições do governo e do Estado, e sua relação com a sociedade. Penalizou o setor produtivo com impostos extorsivos, manteve a sua massa de eleitores na pobreza e na ignorância, adicionando uma dose de dependência, com o propósito primeiro de dar continuidade ao projeto de perpetuação no poder do lulo-petismo. Nesse sentido, a eleição de Dilma Rousseff representou a vitória do maquiavelismo mais cínico e oportunista.
131210

4 comentários:

Rosena disse...

Pobre não precisa de bolsa família!!! Pobre... precisa de emprego!!!para ter uma vida digna e condições de cuidar da família. Pobre... precisa de escola!!!Pobre... precisa d atendimento médico!!!

Kazani disse...

Fernando. Realmente... manter o pobre como refém, recebendo dinheiro de bolsas que nada resolvem, é melhor para o Lula e políticos. Investimento em EDUCAÇÃO E/OU PROFISSIONALIZAÇÃO que seria o que transformaria o pobre em verdadeiro cidadão e, com conhecimento, poderia se livrar de esmolas... isso nada interessa ao governo. Enquanto o Lula dá o dinheiro para os pobres, os traficantes, assassinos, bandidos, estupradores e bandidos são os que se encarregam de dar educação profissional... Não há como diminuir violência sem dar EDUCAÇÃO. Não tem como enfrentar crise, aumentar emprego ou resolver problemas econômicos em um país onde só se tem bandidos sendo formados. Aff... que país é esse? E ainda tem gente que apóia esse Molusco... Ainda bem que ficaremos livres dele.Em breve.

Anônimo disse...

P...durante um seculo os governos encheram o cú dos banqueiros, latifundiários e empreiteiros de dineiro público. Qdo aparece um presidente que dá uma migalha para os pobres, vem os caras criticar... Desconfia.

Rebeca disse...

Olha, me sentiria péssima como pessoa e como cidadão ser tratada como uma incapaz. É esse sentimento que a bolsa família traduz: a incapacidade de ser livre e de se manter.
O bom governo é aquele que dá uma oportunidade igual à todos, o mesmo tratamento. Somos ou não iguais perante a lei? Não é assim que diz a nossa constituição? Precisamos é de uma boa educação de qualidade (não é o que vemos por aí), profissão, trabalho, respeito.
Precisamos de comida sim, mas, precisamos de educação, de trabalho e porque não, de arte?
Queria ter um presidente com essa mentalidade.