segunda-feira, novembro 08, 2010

FACA NO PEITO

O quadro da saúde pública neste país é dantesco: faltam hospitais, leitos, remédios, médicos e enfermeiros. Mas falta, sobretudo, gestão eficiente.A saúde pública neste país é mal administrada, os recursos financeiros são mal empregados, o desperdício é generalizado.Além do mais, nada garante que os novos recursos arrecadados serão de fato destinados exclusivamente ao setor, conforme prometido.

FACA NO PEITO
Nem ainda assumiram os seus respectivos mandatos, e os chefes de executivo recém-eleitos - presidente e governadores – já nos ameaçam com a volta da CPMF, ou que nome venha a ter. Na busca de votos, prometeram o céu e a terra. Agora, nos anunciam o inferno.

Durante a campanha eleitoral, nenhum candidato teve a ousadia de se declarar favorável a criação de novos impostos. Ao contrário, todos se diziam compromissados com a diminuição da carga tributária. Mal terminadas as apurações, retomaram o discurso da necessidade de uma fonte arrecadadora exclusivamente destinada a financiar a saúde. E que não se culpe apenas o PT pelo mau agouro. O governador tucano de Minas, Antonio Anastasia, revela-se um dos maiores entusiastas da idéia da volta do imposto do cheque.

Morto em 2007, na maior derrota sofrida pelo governo no Congresso, a CPMF não deixou saudade. Mas Lula não engoliu a perda e descarregou toda a sua ira sobre o Democratas, partido que liderou a batalha pela extinção do imposto. Embasada na eleição de um Congresso majoritariamente governista, a presidente eleita se sente segura para retomar o tema. Seria até aceitável, se a proposta viesse no âmbito de uma reforma tributária, ou mesmo de uma reforma do sistema de saúde, pois muito mais do que uma questão de financiamento, a saúde pública no Brasil é uma questão de gerenciamento.

É verdade que o quadro da saúde pública neste país é dantesco: faltam hospitais, leitos, remédios, médicos e enfermeiros. Mas falta, sobretudo, gestão eficiente.A saúde pública neste país é mal administrada, os recursos financeiros são mal empregados, o desperdício é generalizado.Além do mais, nada garante que os novos recursos arrecadados serão de fato destinados exclusivamente ao setor, conforme prometido.

É bom lembrar que por ocasião da criação da CPMF no governo Fernando Henrique, o propósito anunciado era o mesmo, mas o que se viu foi o direcionamento das verbas antes destinadas à saúde para outros setores, o que motivou o protesto e a saída do então ministro da Saúde, Adib Jatene.

Infelizmente, não existem planos e estratégias efetivos para tornar a gestão da coisa pública menos onerosa, mais racional e eficiente. Afinal, é regra, a cada governo que se instala, o preenchimento de todos os espaços da administração com correligionários, apoiadores , parentes , apadrinhados e toda espécie de parasitas e sanguessugas. Se forem necessários novos cargos para ajeitar os amigos, que sejam criados. Afinal, quem paga a conta é a sociedade.

O fato é que o Brasil teve arrecadação recorde no último ano - fato cantado em prosa e verso pelos petistas -, mas continua a empregar mal o que arrecada. Nada tem sido feito para frear a exorbitância do custeio da máquina administrativa dos três poderes. O atual governo não demonstra a mínima disposição para conter os gigantescos ralos da corrupção e do desperdício.

E ainda se dá à desfaçatez de promover num curto espaço de tempo os dois maiores eventos esportivos do planeta, o que certamente promoverá desperdício de dinheiro público jamais visto na História deste país.Assim, falta ao governo autoridade moral para colocar a faca no peito do cidadão e exigir dele cada vez mais recursos para financiar a infindável gastança pública.
081110

6 comentários:

Contra CPMF disse...

Eu acho um absurdo a volta do CPMF. Isso é jogada do governo para arrecadar mais dinheiro para dividir entre eles. A finalidade desse imposto sempre foi para melhorar a saúde no Brasil e isso nunca aconteceu. Pertencia a classe média hoje me considero uma pessoa pobre e com dificuldades para fazer a minha sobrevivência. Temos que nos unir para não voltar mais esse imposto, isto é inconstitucional. Já pagamos impostos por demais. Vamos vencer essa batalha. Todos unidos jamais serão vencidos!

Rosena disse...

Diga não ao AUMENTO DE IMPOSTOS, CPMF NÃO. Mande email para os senadores e deputados, é só entrar no SITE de senado ou da camara, vamos INFERNIZAR , vamo atrapalhar o trabalho deles, vamos mostrar que somos nós o POVO que mandamos

nidia disse...

Olá fernando
Não consigo imaginar uma maneira de mudar as coisas. A gente nota que a esculhanbação está cada vez mais violenta e vejo que não temos forças pra coibir esses abusos. Nem dá pra perceber por onde começar. Estamos esbravejando há anos e a coisa só piora. E quando a gente comprova comportamentos de gente decente, como no endereço abaixo (tomei a liberdade de colocar aqui), ficamos perplexos sem acreditar direito que ainda existam pessoas sendo respeitadas nesse mundo. A suécia é o 9º IDH de 2010. Que inveja...(no bom sentido)

http://www.youtube.com/watch?v=9SBEWzkEl8k&feature=player_embedded

nidia disse...

Ah...e quem vai financiar "a fundo perdido" a infra estrutura para as olimpíadas e copa do mundo???
Adivinhaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!

Gera/SP disse...

Éo absurdo do absurdo do absurdo,os governantes disporem do nosso dinheiro, ou seja, do nosso suor de trabalho, como bem querem. Não é assim, o povo não pode mais deixar que façam e desfaçam o que quiserem. O povo tem que ser mais participativo e cotrolador da administração pública. Por isso países de primeiro mundo são países de primeiro mundo, porque participam, protestam, fazem-se ouvir. Temos que fazer o mesmo!!!!!tem muito dinheiro em caixa que é mal usado pelos governantes, só esse ano mais de 1 trilhão em impostos, como pode ainda assim faltar? Falta dinheiro para o serviço público À POPULAÇÃO, agente sabe porquê neh?vamos continuar só reclamando??

Ronaldo G F disse...

Se for preciso mais verbas para a saúde que se providencie, mas estes governadores recém eleitos já demonstram sua incompetência, e inapetência pelo trabalho para o qual foram indicados.
1 – Inapetência pelo trabalho porque, o imposto que escolheram se caracteriza pela facilidade de recolhimento, baixa necessidade de fiscalização, facilidade de aprovação nos legislativos pois a maior parte dos partidos estarão se lixando para os maus efeitos econômicos, e para o fato de que a grande massa deste imposto será paga pela população mais pobre.
2 – Incompetência, porque não percebem que este imposto incide em cascata sobre a produção, e maior será quanto maior for o ciclo de produção, ocasionando o fechamento de fábricas por falta de exportação e aumento da importação, afetando duramente a arrecadação de outros impostos.
3 – Incompetência porque, arrecadar o imposto com destino final carimbado é abdicar de administrar as necessidades de seu estado, mas pedem o carimbo para não ter que batalhar com os doadores de recursos para campanhas, que disputam verbas no tapa, ao defender seus interesses particulares.
ESTAS SÃO AS PESSOAS QUE ELEGEMOS.