quarta-feira, outubro 27, 2010

O “MORDOMO” APARECE

Se as atuais especulações sobre o real estado de saúde da candidata petista Dilma Rousseff forem confirmadas, Michel Temer cresce e aparece, e o PMDB ganha força no processo político O que os governistas tentam esconder, os oposicionistas mencionam com discrição, e a grande mídia teme repercutir é que o linfoma revelado há dois anos não estaria curado. Por isso, a candidata estaria fazendo uso de esteróides anabolizantes (cortisona), o que explicaria a aparência cansada e o inchaço no rosto que vem apresentando nas últimas semanas.

A se acreditar nas últimas pesquisas e nas especulações sobre a saúde da candidata, a provável vitória de Dilma faria o PT ganhar mas não levar. E traria de volta à cena política o fantasma do vice que assume de vez a cadeira presidencial. Dos 25 anos de governos civis após o fim do regime militar, sete foram sob vice- presidentes que assumiram a vaga dos titulares: cinco anos com José Sarney, após a morte de Tancredo Neves, e dois anos sob Itamar Franco, após a renúncia de Fernando Collor.

Ambos não deixaram boas lembranças. Enfraquecido e tutelado por um Congresso comandado pelo peemedebista Ulysses Guimarães, Sarney realizou um dos piores governos da República; indeciso, e sem liderança, Itamar Franco, pelo menos, teve o mérito de nomear Fernando Henrique ministro da Fazenda. Graças a ele, foi implementado o Plano Real, que salvou o Brasil e o próprio governo Itamar da derrocada.

Michel Temer é o presidente de uma confederação de caciques regionais que atende pelo nome de PMDB. Hábil, persuasivo e conciliador, costuma ser eficiente nas negociações de bastidores, e não foi por outros motivos que se impôs como presidente chefe de uma legenda forte, mas problemática.

Num eventual governo de Dilma Rousseff, certamente não se limitará a um papel figurativo, como Marco Maciel e José Alencar. Se a saúde de Dilma, de fato, estiver claudicante, e se agravar após a eleição, o deputado paulista, apelidado de “mordomo de filme de terror” pelo falecido senador ACM, poderá colocar no colo do PMDB um presente que nos últimos 16 anos foi privilégio do PSDB e do PT.
271010

6 comentários:

Anonymus disse...

Dilma segue mancando.

E notem essa matéria de 2009:

Dilma internada com fortes dores nas pernas

19/5/2009 10:16

Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que vem se submetendo a quimioterapia para combater um câncer, foi internada na madrugada desta terça-feira em São Paulo para uma avaliação médica após ter sentido fortes dores nas pernas ao longo da segunda-feira. Segundo a assessoria de imprensa do hospital Sírio-Libanês, Dilma deu entrada por volta das 3h apresentando dores “de forte intensidade” nas pernas e foi submetida a um exame de ressonância magnética “que demonstrou normalidade” diante do quadro clínico que, segundo especialistas, poderia indicar uma trombose, que é a formação de um coágulo no interior de um vaso sanguíneo.

nidia disse...

Caracas...mais essa agora? Não sei se corro ou se fico...

DilmaLá disse...

KKKKKKKKKK a direitalha tucana não se conforma com a derrota e quer matar a Dilma.VIDA LONGA PARA DILMA E LULA!!!

Ildo disse...

É bem perceptível mesmo. Só pegar uma foto antiga dela e comparar com o video dos debates recentes... Ela inchou MUITO.Dilma está muito doente e não vai assumir, então Michel Temer será nosso proximo presidente!!! Ai de nós!!!

Cesar disse...

Acho que se perde uma oportunidade preciosa de criticar Dilma no que merece ser criticado com tópicos como esse.
Se o PT escolheu Dilma já pensando em entregar o governo ao PMDB com a morte de sua candidata, e sabe-se lá porque fariam isso, pouco importa agora. Afirmar isso tão precipitadamente é conspiracionismo barato. O que importa são as propostas de Dilma e a farsa eleitoral completa da qual ela é protagonista. Isso que deve ser combatido

nidia disse...

Não acho que esse assunto é apelativo ou especulativo às vésperas das eleições. É uma possibilidade que tem lá seu fundamento e que deve ser analisada e discutida, afinal a candidata estava doente, e de uma doença grave.