segunda-feira, outubro 25, 2010

CAINDO DO ALTO DA BOLINHA

Parecia apenas patético Lula adentrar na explicação detalhada e quase cirúrgica do episódio de violência de rua que culminou atingindo na cabeça o candidato Serra. Mas, desta vez, se superou, como nunca tinha conseguido em oito anos de governo. Mostrou que não tem coisa mais inteligente a fazer que verbalizar mentiras da companheirada.

Idiotice e "barrigadas" à parte (barrigada no meio jornalístico é a invencionice que, de tão desbaratada, chega ao extremo do ridículo), o presidente esculpiu em seu currículo um capítulo de parcialidade e superficialidade, destinadas a ficar na história.

O "cara", diria Obama, quebrou a cara e a dentadura com aquela expressão do "sabe-tudo", que na realidade não sabe nada e ainda finge saber.

Para quem está acostumado a distorcer a realidade e a apresentá-la na forma mais utilitarista posValentão e falastrão. "Deixa comigo que vou enterrar o Serra". Entrou na cova e, sem se aperceber, puxou para cima de si a terra cavada pelos seus assessores açougueiros. No dia seguinte, o infalível "estadista", perguntado pela imprensa que quer amordaçar, nada comentou. Não havia o que comentar de uma escorregada "como nunca antes se viu".

O desastroso deslize dele terá efeito sobre a campanha de Dilma? Sobre o humor dos eleitores? Tudo deixa crer que, se houver, não será em dose suficiente para mudar o rumo de um destino escrito por "bolsas" que falam mais alto do que qualquer outro argumento. Nem por isso o eleitor mudará de endereço, mas Lula sim. Descerá mais um degrau. Nunca deu tanta razão para diminuir seu conceito, logo ao surgir de Dilma, para carregar uma bandeira destinada a lhe fazer sombra.

O vídeo com Lula arremessando besteiras por via de uma bolinha está percorrendo o mundo, já traduzido numa dúzia de línguas diferentes. E essa imagem ficará para ilustrar o "cara" e a leviandade tupiniquim. Antes de Lula chegar a um encontro, essas imagens de figura exótica, precipitada, facilmente trapaceada, vulnerável e arrogante, que resistiu a oito anos de mandato presidencial, aparecerão.

Esse episódio confirma a força dos ventos favoráveis que o levaram, durante oito anos, para um sucesso que, provavelmente, não se relaciona com suas estreitas e afoitas virtudes, mas com uma bonança generalizada que teria acompanhado qualquer um a colher os louros do sucesso.
sível, a notícia da bolinha de papel era mais que suficiente, apesar do contexto tranquilo em que a recebeu estar bem diferente do tumulto mostrado pelas imagens do "Jornal Nacional".

Lula pisou, assim, sobre essa pequena, insignificante e inócua "bolinha" para tentar arrebentar a reputação de Serra e se arrebentou.


Valentão e falastrão. "Deixa comigo que vou enterrar o Serra". Entrou na cova e, sem se aperceber, puxou para cima de si a terra cavada pelos seus assessores açougueiros. No dia seguinte, o infalível "estadista", perguntado pela imprensa que quer amordaçar, nada comentou. Não havia o que comentar de uma escorregada "como nunca antes se viu".

O desastroso deslize dele terá efeito sobre a campanha de Dilma? Sobre o humor dos eleitores? Tudo deixa crer que, se houver, não será em dose suficiente para mudar o rumo de um destino escrito por "bolsas" que falam mais alto do que qualquer outro argumento. Nem por isso o eleitor mudará de endereço, mas Lula sim. Descerá mais um degrau. Nunca deu tanta razão para diminuir seu conceito, logo ao surgir de Dilma, para carregar uma bandeira destinada a lhe fazer sombra.

O vídeo com Lula arremessando besteiras por via de uma bolinha está percorrendo o mundo, já traduzido numa dúzia de línguas diferentes. E essa imagem ficará para ilustrar o "cara" e a leviandade tupiniquim. Antes de Lula chegar a um encontro, essas imagens de figura exótica, precipitada, facilmente trapaceada, vulnerável e arrogante, que resistiu a oito anos de mandato presidencial, aparecerão.

Esse episódio confirma a força dos ventos favoráveis que o levaram, durante oito anos, para um sucesso que, provavelmente, não se relaciona com suas estreitas e afoitas virtudes, mas com uma bonança generalizada que teria acompanhado qualquer um a colher os louros do sucesso.

Vittorio Medioli ( O Tempo )

Um comentário:

Anônimo disse...

Il semble que vous soyez un expert dans ce domaine, vos remarques sont tres interessantes, merci.

- Daniel