quinta-feira, junho 10, 2010

QUE OPOSIÇÃO?

Dos três principais candidatos, até agora, nada além de uma miscelânea de promessas vagas e propósitos indefinidos, que pouco convence de que teremos algo muito diferente do que o atual governo está a praticar. QUE OPOSIÇÃO?

Uma significativa parcela da sociedade brasileira não se sente representada por nenhum dos candidatos à sucessão presidencial. São pessoas que se posicionam contra o governo Lula , seja por convicção ideológica , seja por tudo que o atual governo praticou ou, principalmente, deixou de praticar nos quase oito anos de mandato. Esses cidadãos não encontram em José Serra, Marina Silva, e muito menos em Dilma Rousseff, propostas, projetos e compromissos que se identifiquem minimamente com o pensam e desejam para o País. Pelo menos, até o atual momento da campanha eleitoral.

Dos três principais candidatos, até agora, nada além de uma miscelânea de promessas vagas e propósitos indefinidos, que pouco convence de que teremos algo muito diferente do que o atual governo está a praticar. Se, por um lado, avaliações apressadas e superficiais , na maioria das vezes com propósitos eleitorais , atribuem excelente conceito ao governo Lula ,análises mais profundas e criteriosas ressaltam o que o Brasil perdeu ou deixou de fazer nos últimos anos. E não foi pouco.

Os cidadãos que não se sentem representados pelos partidos e candidatos que disputam o poder desejam, por exemplo, modificações estruturais que permitam a redução da carga e a racionalização da política tributária, investimentos maciços e prioritários em educação, saúde e segurança, combate sem trégua à corrupção e ao desperdício dos recursos públicos - especialmente nos altos escalões de Brasília -, reforma política, mudança na orientação da política externa - priorizando as relações com as nações democráticas - , e uma política social que elimine de vez o mero assistencialismo e ofereça reais oportunidades de educação e emprego a milhões de pessoas.

Querem também que o próximo governo conclua o que foi iniciado pelo governo anterior, qual seja, o prosseguimento da política de privatizações de estatais dispendiosas e que pouco beneficiam o cidadão comum. Em outras palavras, é preciso acabar com o tabu de que a Petrobrás , o Banco do Brasil e a Caixa Federal são instituições intocáveis.

O governo Lula, que teve o mérito de manter a estabilidade construída pelo governo anterior, propagou o mito do crescimento do PIB conseguido à custa da forte presença do Estado. Não é verdade: o atual estágio de crescimento foi muito mais fruto da conjunção do esforço da iniciativa privada com a situação mundial favorável às exportações brasileiras.

O mito do crescimento econômico como obra exclusiva do governo, que ganhou ares de verdade incontestável graças a atuação da máquina de propaganda governamental aliada ao inegável carisma pessoal do presidente, resultou no crescimento da popularidade do presidente . A popularidade de Lula atemorizou os seus adversários, que além de incapazes de fazer um discurso eleitoral autenticamente oposicionista, não conseguem convencer de que têm um projeto diferente do atual.
100610

2 comentários:

Paulo disse...

Muito bem.É bom lembrar que serra disse que governaria com gente do PT. Marina Silva disse que PT e PSDB deveriam se unir pois tem propostas semelhantes.Depois eles vão érgunar pq a Dilma cresce nas pesquisas...

Anônimo disse...

Não adianta chorar. A elite não se manca. Cai fora. O povo quer Lula. É Dilma e Lula. E Mercadante em SP. Adeus Serra, FHC,Alckmin