segunda-feira, abril 19, 2010

URBANIZAÇÃO E TRANSPORTE: QUESTÕES URGENTES

A questão do transporte, no contexto da discussão sobre a qualidade de vida nos grandes metrópoles passa a ser urgente, se considerarmos que a sistemática negligência no tratamento dessa questão tem levado a que os espaços urbano se tornem cada vez menos viáveis como locais dignos para a moradia, o trabalho, o lazer e a convivência social. URBANIZAÇÃO E TRANSPORTE: QUESTÕES URGENTES

Ao reduzir o IPI sobre determinados produtos industrializados, o governo Lula escreveu certo por linhas tortas. Certo, porque a sociedade há muito clama pela diminuição de impostos ; errado, porque a medida beneficiou principalmente as multinacionais do setor automotivo e a produção de veículos de passeio, em detrimento do transporte de massa.

Como se sabe, as metrópoles brasileiras vivem um impasse: o acelerado crescimento urbano, a desordenada ocupação dos espaços e a proliferação caótica dos veículos não encontram da parte do poder público a contrapartida em obras de infra-estrutura capazes de tornar a vida dos habitantes menos infernal. As decisões tomadas pelos governos têm caráter mais emergencial do que preventivo.

Nas nações desenvolvidas, investimentos planejados no setor de transportes coletivos são a regra, dentro da consciência de que, se não caminhar nesse sentido, os prognósticos apontarão para a estagnação do trânsito, o aumento da poluição e a queda drástica da qualidade de vida dos habitantes nas grandes metrópoles.

A questão do transporte, no contexto da discussão sobre a qualidade de vida nos grandes metrópoles passa a ser urgente, se considerarmos que a sistemática negligência no tratamento dessa questão tem levado a que os espaços urbano se tornem cada vez menos viáveis como locais dignos para a moradia, o trabalho, o lazer e a convivência social.

Na campanha eleitoral que se inicia, os candidatos à presidência e seus respectivos partidos precisam trocar os desaforos e as questiúnculas rotineiras pela discussão franca dos grandes problemas que angustiam o país .Dentre eles,a ausência de uma política planejada de urbanização e o transporte.É o mínimo que esperamos deles.
190410

Um comentário:

Reinaldo disse...

Fernando-Deveriam haver incentivos fiscais para a descentralização das indústrias. SPaulo está no limite. Tem que haver a interiorização do crescimento e o fluxo da população tomar ouros rumos.