segunda-feira, março 29, 2010

DILMA SE SUSTENTA?

O fato é que deixando o poder, a candidata ficará exposta ao sol e à chuva , sem o guarda-chuva protetor de Lula . Terá, portanto que se sustentar pelas próprias pernas e falar pela própria boca.

DILMA SE SUSTENTA?
A partir de 3 de abril, quando perderá o poder e a pompa que lhe são atribuídos pelo cargo de ministra da Casa Civil e braço direito do presidente Lula, Dilma Rousseff entrará no mundo dos mortais. É claro que não será uma reles mortal, pois ganhará a retaguarda de uma rica e bem montada estrutura partidária, candidata que é à Presidência da República pelo PT.

Mas o fato é que não gozará de algumas regalias e privilégios, como o uso abusivo e ilegal da máquina pública para fins eleitorais e a companhia constante do presidente Lula, a transformar a inauguração de simples esboços de obras em vistosos comícios em que a ministra era apresentada como “mãe do PAC”e “futura presidenta do Brasil”.

Não que a partir do próximo mês a máquina pública deixará de ser usada, mas que será feito de forma menos acintosa, uma vez que a legislação eleitoral passa a ser mais restritiva, e a fiscalização, em tese, mais rigorosa.

O fato é que deixando o poder, a candidata ficará exposta ao sol e à chuva , sem o guarda-chuva protetor de Lula . Terá, portanto que se sustentar pelas próprias pernas e falar pela própria boca.

Do outro lado, muitos observadores, antes críticos severos do silêncio e da inação de José Serra, agora aplaudem o governador paulista e avaliam como acertada a sua tática de ter se mantido discreto enquanto Lula desfilava pelo Brasil exibindo a sua candidata.É que o tucano aguardava o momento da desincompatibilização da ministra a fim de confrontá-la despida do poder e da proteção do padrinho poderoso e sem escrúpulos.

Agora, acreditam os tucanos e aliados, é Serra contra Dilma, e os debates da campanha mostrarão ao País que o ex-deputado federal, ex-senador, ex-ministro do Planejamento, ex-ministro da Saúde, ex-prefeito de São Paulo e atual governador de São Paulo, além do currículo mais extenso e intenso, tem projetos melhores e mais competência para administrar o Brasil.A candidata inventada por Lula terá que se desdobrar para convencer o eleitorado do contrário.
290310

5 comentários:

Massacre disse...

Dilma não só se sustenta como vai massacrar o Serra

Paulo disse...

Ela é muito fraca. Fantoche do Lula. Não tem projeto ou idéia própria. Já estagnou nas pesquisas. Qdo o serra entrar pra valer, vai ser covardia.

Reinaldo disse...

Fernando,o bom governante nem sempre agrada o povo. Ele faz o que é necessário para o País sem medo da impopularidade. Vale o julgamento da História. FHC fez o que era necessário. Lula é um bufão, um demagogo.

nidia disse...

Falando francamente, nunca antes, na história desse país, ficou tão claro, pelo menos para mim, a colocação popular de que “os políticos são todos iguais, farinha do mesmo saco”. Estamos nós aqui, novamente, discutindo quem será o melhor candidato à presidência da república. Sempre tive medo do Lula, pavor mesmo, mas hoje, apesar de toda sorte de barbaridades e arbitrariedades acontecidas em seu governo, vejo que “sobrevivemos” (entre mortos e feridos salvaram-se todos...).
Quando pensamos em eleições, já nos acostumamos a nos contentar em tentar eleger o “menos pior”, mas, venhamos e convenhamos, o nosso pretenso menos pior também é corrupto, político com bastante “experiência”, já há muito tempo no “poder”, portanto com o rabo preso com muita gente. Ele não é melhor que ninguém, e não vamos fingir que, a maneira de governar, a prática de favorecimentos e “prêmios” não vai continuar.
Confesso que cansei. Penso que devemos parar de ser hipócritas e querer fazer política com o voto. Engana-se quem ainda pensa que votar é exercer cidadania. O voto não é um direito, é uma dever porque é obrigatório. Se não votarmos, sofreremos sanções importantes. Nota-se que no Brasil a grande maioria da população é incentivada a pensar que o voto é um direito. Basta cumprir o ritual a cada dois anos e pronto, vão aguardar as próximas eleições com a sensação de ter garantido “seu direito”. O eleitor ainda é coagido a legitimar o direito de posse de um indivíduo, cuja escolha recai em um daqueles que foram selecionados pelos próprios políticos. Não decidimos nada em uma eleição. As eleições não exprimem o desejo real da maioria, mesmo porque ainda existe no Brasil o chamado “voto de cabresto” e a compra descarada de votos, como confessa o próprio TSE em recente propaganda televisiva. Infelizmente essa parcela da população não consegue enxergar a dimensão de um ato como esse.
Volto a esse blog, como há 4 anos, colocar que, em sã consciência, para manter o pouco de dignidade que me resta, minha escolha, nessa eleição é pelo voto nulo. Encaro voto nulo como sendo uma escolha legal e principalmente MORAL, porque não vejo, infelizmente, para nós um futuro com dignidade, tanto governado por um como por outro candidato.
Quero continuar usando meu único direito político (de fato), que é “botar a boca no mundo”, exigir, brigar, protestar e claro, apesar da náusea que isso possa causar, fazendo parte de um partido político e tentando mudar a cabeça das pessoas.

Fernando Soares disse...

Nidia, o que vc diz é incontestável.E vou além:não existe política perfeita. Pode parecer cinismo, mas a prática do bem comum sempre virá acompanhada de uma dose de corrupção. No Brasil, chegamos ao extremo por dois fatores: a impunidade e a falta de consciência política do eleitor, fruto de uma educação deficiente. Mas o voto nulo é uma forma legítima de protesto.