quarta-feira, janeiro 06, 2010

TRINCHEIRAS APARENTEMENTE OPOSTAS




A morte do coronel Erasmo Dias vira mais uma página de uma história com poucos heróis. Erasmo, com sua truculência , foi um dos símbolos grotescos de um período no qual a inteligência e o bom senso deram lugar à força bruta, e a democracia foi para a lata de lixo.

Erasmo Dias, figura secundária e pouco expressiva no processo que levou o País ao autoritarismo, acreditava piamente que terrorista bom era terrorista morto. Na trincheira de seus inimigos militava gente como José Dirceu e Dilma Rousseff, cujos ideais de liberdade não iam além do que Fidel Castro havia reservado ao povo cubano.

Erasmo morreu esquecido e desprezado, mas José Dirceu e Dilma Rousseff, após muitas plásticas no rosto e poucas na alma, alcançaram o poder nos calcanhares de um antigo líder operário. O socialismo juvenil foi substituído por um cínico e pragmático populismo, mas o apego ao poder a qualquer preço, não. O fato é que Erasmo, de um lado, Dilma e José Dirceu, de outro, militavam em trincheiras aparentemente opostas, mas que, ao final, confluíam para o mesmo propósito, ou seja, o fim da democracia.

2 comentários:

Paulo disse...

Bem lembrado o nome de Zé Dirceu. Ele anda sumido mas continua a mandar no PT nos bastidres. Se a Dilma levar , o que não vai ser difícil, ele volta ao cenário. Ai de nós!

Gilmar disse...

Enquanto que os militares todos já bem velhinhos e de pijama, viraram história de um passado distante, os comunas, agora resolveram colocar as mangas de fora, tomando atitudes de puro revanchismo, (perseguindo aqueles que os anistiaram) e o que é pior, querem o poder utilizando-se da mesma estrategia que colocou um ditador na Venezuela, é de fato, ai de nós, se a a "Dona Estela" vier a ser presidenta do Brasil.