terça-feira, agosto 11, 2009

SENADO APROFUNDA A CRISE

Graças às ações de banditismo explícito, José Sarney tem se mantido no cargo. Não se sabe até quando. As evidências contra ele se avolumam a cada semana, de maneira a atirá-lo num mar de lama cada vez mais profundo, do qual nem todo o esforço de Lula e sua turma vêm sendo capaz de levantá-lo. Collor, Sarney e Renan.Para eles vale o ditado:"diz-me com quem andas e te direi quem és".
SENADO APROFUNDA A CRISE

É ótimo que o Senado Federal revele ao grande público a sua verdadeira face. Assim, podemos saber que entre suas excelências existem políticos que desconhecem as mais comezinhas regras da convivência civilizada. Porque além das agressões constantes à ética , o decoro e aos bons costumes republicanos, os senadores, na defesa dos mais baixos interesses, passaram a se agredir mutuamente da maneira mais rasteira possível.

De outra forma, como a sociedade ficaria sabendo que existem no Senado “coronéis de merda” e “cangaceiros de terceira categoria”? Ou, como tomaríamos conhecimento que em resposta a discursos proferidos da tribuna um ex-presidente da República cassado por corrupção dê demonstrações de desequilíbrio, arrogância e grosseria? O Senado, que mesmo em circunstâncias normais se afirma cada vez mais como uma instituição decadente e inútil, vem alimentando através do comportamento escandaloso dos seus membros a tese dos que defendem a sua extinção.

Refúgio de ex-presidentes, ex-ministros e ex-governadores, o Senado tem sido a Casa de políticos em transição, cujo alvo é a conquista de uma posição de destaque no Executivo, nas próximas eleições; ou de políticos decadentes, próximos da aposentadoria. Poucos são os que têm uma autêntica vocação legislativa.

Para agravar, por causa das constantes ausências dos titulares que assumem ministérios, ou vencem eleições em seus estados ou municípios, as cadeiras vagas são assumidas pelos suplentes , em número cada vez maior.Tais suplentes, senadores sem um voto sequer, ficam recolhidos a sua insignificância ou ganham notoriedade por atos nada dignos. Este é o caso dos senadores Welhington Salgado (MG), Gim Argello(DF) e Paulo Duque(RJ), todos pertencentes à tropa de choque do Planalto, e que se empenham na defesa de causas menores e condenáveis com servil dedicação.

Graças às ações de banditismo explícito, José Sarney tem se mantido no cargo. Não se sabe até quando. As evidências contra ele se avolumam a cada semana, de maneira a atirá-lo num mar de lama cada vez mais profundo, do qual nem todo o esforço de Lula e sua turma vêm sendo capaz de levantá-lo.

A tentativa de mantê-lo no posto, baseada numa total falta de escrúpulos, vem fazendo que mesmo aliados fiéis do governo reflitam sobre a conveniência de continuar na defesa de uma causa tão vergonhosa e tão comprometida com o insucesso. É o caso de uma ala do próprio PT, capitaneada pelo senador Aloísio Mercadante, que se mostra cada vez mais constrangida com a estratégia adotada na defesa do presidente do Senado.

Tal estratégia ficou bem patente na despudorada ação da tropa governista que na semana passada sepultou no que restava de ética no Conselho de Ética. Graças a atuação dos terroristas da base governista, foram sepultadas todas as representações e denúncias contra o presidente do Senado,e aberta uma representação contra o principal líder da oposição, Arthur Virgílio, numa clara tentativa de intimidar os adversários do governo Lula e do senador Sarney.

Os próximos passos serão decisivos e prometem não ser melhores do que os anteriores. Os governistas imaginam que o jogo sujo é a melhor arma para amedrontar a oposição e garantir a unidade da aliança PT- PMDB em favor da candidatura de Dilma Rousseff. Se a oposição sentir o golpe, especialmente no caso Arthur Virgílio, e arrefecer os ânimos ,estará condenada mais uma vez ao papel de coadjuvante medíocre.

Porque muito mais do que à disputa eleitoral fora de época entre governistas e oposicionistas, interessa à sociedade saber quem está sinceramente a favor da ética e da transparência. Quem assumir com inteireza a indignação da sociedade, poderá resgatar parte da credibilidade dos políticos e do Senado. Caso contrário, todos indistintamente estarão condenados.
110809

3 comentários:

Anônimo disse...

Pois é... vivemos em um pais, em que a classe politica se lixa para a opinião pública... e o povão, como sempre, quieto, porque está, na verdade, se lixando para seu pais... e tenho dito...

Paulo disse...

Fernando,
Melhor manchete em uma notícia não poderia ser melhor do que a que saiu em uma página da internet: "LÍDERES TENTAM ACORDO PARA INOCENTAR SARNEY E VIRGÍLIO", sendo que a fonte citada foi a da Agência Estado, 11/08/2009 - 04h50.
O incrível é que a matéria tem início da seguinte forma: "O governo e principais líderes aliados e da oposição..." e ainda existem eleitores que julgam que o Presidente Lula não tem nada a ver com tudo o que está ocorrendo no Senado.
Éstá muito claro e mais que evidente de que este governo não está nem aí para o que verdadeiramente representa a ética e outras coisinhas mais, pois neste episódio, acordão é a palavra chave, o qual significa clara e abertamente do surgimento de uma grande PIZZA COM SOBREMESA DE MARMELADA.

Renato disse...

A frase daquele deputado que disse que está se lixando pra opinião do povo resume tudo. Os políticos sabem que o povo mal sabe o que é Senado e somente se mobiliza parta torcer pelo Brasil na copa do mundo. Alguém duvida que que eles serão reeleitos nas futuras eleições?Então pq se preocupar com a OP? Este é o triste Brasil.