segunda-feira, agosto 17, 2009

A FÉ E O LUCRO

Para a maioria da sociedade, o problema é ter que pagar a conta porque quadrilhas de caráter pretensamente religioso, mas com fortes tentáculos nos meios empresariais, financeiros e políticos, continuam a atentar contra a Constituição, fraudando abertamente o fisco, empregando o dinheiro em atividades lucrativas e aumentando o patrimônio pessoal de seus membros. Edir Macedo e seu império: recursos proveniente da igreja estariam sendo desviados para as empresas de Edir.
A FÉ E O LUCRO

Mais uma vez, a Igreja Universal do Reino de Deus e o seu líder máximo, Edir Macedo, estão na berlinda. Reportagem recente do jornal Folha de S Paulo revela que a Justiça recebeu denuncia do Ministério Público e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja, sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Com 32 anos de existência, a IURD tem operado com inusitada eficiência o milagre da multiplicação de riquezas. Concebida, em tese, com a finalidade de divulgar a fé cristã e assistência espiritual, e, por isso, constitucionalmente protegida pela imunidade tributária, a Igreja tem se dedicado a atividades mundanas com tanta eficiência que o MP concluiu que o dinheiro arrecadado dos fiéis sob a forma de dízimos - cerca de R$1,4 bilhões anuais - de fato vinha alimentando a compra de empresas e atividades diversas, todas visando o lucro.

O império formado pelo bispo Macedo não é desprezível. O volume financeiro movimentado entre março de 2001 e março de 2008 foi de cerca de 8 bilhões de reais , segundo informações do COAF ( Conselho de Controle de Atividades Financeiras ). Segundo o jornal,os líderes da Universal seriam proprietários de 23 emissoras de TV, 42 emissoras de rádio, quatro firmas de participações, uma agência de turismo, uma imobiliária, uma empresa de seguro de saúde, duas gráficas, uma gravadora, uma produtora de vídeos, uma fábrica de móveis, duas financeiras e uma empresa de táxi aéreo.

O esquema de fraudes e crimes financeiros funcionaria de forma que o dinheiro arrecadado dos fiéis seria remetido a empresas sediadas em paraísos fiscais no exterior, de onde voltaria ao país diretamente para as contas de laranjas, e daí usado para a compra de empresas, imóveis e aeronaves.

A parte mais visível do conglomerado são os luxuosos templos que se multiplicam por todo o país. Mas isso é o que menos importa, porque se existem crédulos dispostos a pagar para frequentar ambientes confortáveis e assistir os seus pastores desfilarem roupas e carros luxuosos, é um problema restrito a eles.

Para a maioria da sociedade, o problema é ter que pagar a conta porque quadrilhas de caráter pretensamente religioso, mas com fortes tentáculos nos meios empresariais, financeiros e políticos, continuam a atentar contra a Constituição, fraudando abertamente o fisco, empregando o dinheiro em atividades lucrativas e aumentando o patrimônio pessoal de seus membros.


Tais práticas criminosas praticadas por denominações pretensamente religiosas poderiam ser evitadas na origem no sentido de que é inconcebível que as igrejas continuem a gozar de isenção de impostos. Tal privilégio possibilita que espertalhões bem sucedidos se aproveitem da boa fé e ingenuidade de muitos para se enriquecerem de maneira ilícita. Não surpreende, pois, como nos últimos anos têm se multiplicado denominações e templos religiosos,a maioria atraída muito mais pela imunidade fiscal do que pelo desejo sincero de expandir a fé.

Uma reforma Constitucional que elimine esse privilégio concedido às igrejas seria um bom começo para se evitar que templos religiosos se transformem em poderosos conglomerados financeiros à custa de toda a sociedade. Mas a realização de uma tal reforma por um Congresso com a presença de uma bancada evangélica forte e atuante é praticamente impossível.
170809

5 comentários:

Reinaldo disse...

Não é difícil perceber o motivo que a Igreja Universal cresce tanto. Em um país cuja população sequer sabe escrever, o que impera é a exploração da boa-fé e o crescimento de pseudos-bispos como o sr. Macedo. É simplesmente lamentável a constatação de que vivemos em uma nação cujo lema é "Levar vantagem em tudo". Os incautos seguidores deste sr. são levados a crer que basta jogar nas mãos de Deus todas as suas mazelas (pagando um pedágio pra Igreja, claro) que Ele se encarregará de operar "milagres". Desnecessário dizer que entre a divindade e o ser comum está esta instituição. Para legitimar seu poder entre os homens, tudo é válido. De ameaças de castigos eternos até a glorificação suprema, tudo devidamente calculado em valores reai$.
Se a Rede Globo não prima por sua lisura e correção, tampouco esta instituição, que usa da crença das pessoas para saciar a fome e a sede de poder de seus líderes.
O que me conforta é que estes detratores da palavra de Deus um dia hão de responder por seus atos, sejam eles da Rede Globo ou da Unviersal.

Anônimo disse...

Eu acho que como o Edir Macedo arruma o dinheiro, não e problema nosso, trat-se de uma empresa privada, não pertenço a Igreja Universal , mas já fui ha alguns cultos, e ninguem me pos uma faca no pescoço pra dar um donativo. Nós brasileiros temos que nos preocupar é com o DINHEIRO PUBLICO, que é roubado, isso é mais uma CORTINA DE FUMAÇA, e nada é eterno pra quem se lembra ouve a TV TUPI. a propria TV RECORD...tudo passa até a HEGEMONIA da rede Globo...vamos largar mão de debater coisas que não mudam nossa vida, e nos preocuparmos com coisas sérias como a QUADRILHA do PUBLICO..leias LEGISLATIVO, EXECUTIVO E JUDICIARIO...isso é importante pra nós,nõ pessoas que acham que podem comprar um lugar no Céu

Falvio Faro disse...

Por que os ataques são dirigidos aos evangélicos?Estranho que os católicos sejam preservados. As riquezas acumuladas de forma legal e ilicita pela igreja católica durante séculos não merecem a mínima critica. Isso me parece pura perseguição religiosa contra os evangélicos.

Anônimo disse...

Vejam como querem obter Dinheiro pra comprar a próxima eleição, os Senadores e os Deputados:

Temporão discute com PMDB votação de contribuição para substituir a CPMF

MÁRCIO FALCÃO - da Folha Online, em Brasília

O ministro José Gomes Temporão (Saúde) discutiu nesta quarta-feira com a bancada do PMDB na Câmara uma estratégia para retomar a votação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), um imposto voltado para a saúde e que substituiria a extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Temporão pediu empenho da bancada, que é a maior da Câmara, na análise da proposta. A matéria também deve contar com o aval dos petistas. No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou e disse que a única mágoa que vai levar de seu governo é a queda da CPMF.

Anônimo disse...

Vejam como querem obter Dinheiro pra comprar a próxima eleição, os Senadores e os Deputados:



Temporão discute com PMDB votação de contribuição para substituir a CPMF


MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O ministro José Gomes Temporão (Saúde) discutiu nesta quarta-feira com a bancada do PMDB na Câmara uma estratégia para retomar a votação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), um imposto voltado para a saúde e que substituiria a extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Temporão pediu empenho da bancada, que é a maior da Câmara, na análise da proposta. A matéria também deve contar com o aval dos petistas. No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou e disse que a única mágoa que vai levar de seu governo é a queda da CPMF.