terça-feira, abril 14, 2009

POPULISMO DE LULA AMEDRONTA A OPOSIÇÃO

De fato, as práticas populistas do governo e o carisma de Lula têm amedrontado a oposição. Acuada, ela é incapaz de criticar, por exemplo, as políticas de distribuição de bolsas e de concessão de cotas, que formam o núcleo da ação social do governo. Existe o temor de que qualquer crítica mais contundente ao âmago dessas políticas desagrade as camadas beneficiadas por esses programas, e, em conseqüência, reverta em perda de votos para a oposição.
O verdadeiro adversário em 2010 não será Dilma; será Lula e toda a gigantesca máquina pública.


POPULISMO DE LULA AMEDRONTA A OPOSIÇÃO

A pouco mais de um ano das eleições presidenciais, a oposição se apresenta tímida, desunida e desnorteada. A reboque das ações espetaculosas do governo, os partidos de oposição ainda não definiram um nome nem esboçaram um conjunto de propostas capazes de enfrentar o populismo de Lula e a máquina governamental.

Enquanto isso, o governo transforma o país num canteiro de obras virtuais, distribui benesses para as classes menos favorecidas, adota políticas demagógicas no campo do ensino universitário, empurra a crise econômica para debaixo do tapete com medidas paliativas, e desenvolve uma campanha eleitoral fora de época sob os olhos complacentes da Justiça Eleitoral, visando promover a sua candidata, Dilma Rouseff.

Na verdade, falta à oposição a cara e o jeito de oposição, ou seja, uma atuação marcada por críticas e denúncias contundentes às mazelas governamentais , mas acompanhados de um conjunto de propostas e metas para se contrapor à inércia ou ações pouco consistentes do governo. Entretanto, a popularidade alcançada por Lula no segundo mandato levou a oposição a perder o discurso, e passar a reagir de maneira acanhada e pontual a um ou outro ato negativo do governo.

De fato, as práticas populistas do governo e o carisma de Lula têm amedrontado a oposição. Acuada, ela é incapaz de criticar, por exemplo, as políticas de distribuição de bolsas e de concessão de cotas, que formam o núcleo da ação social do governo. Existe o temor de que qualquer crítica mais contundente ao âmago dessas políticas desagrade as camadas beneficiadas por esses programas, e, em conseqüência, reverta em perda de votos para a oposição.

Mas é um tema que, querendo ou não, a oposição vai ter que encarar de frente, pois certamente a campanha governista fará dele um dos motes principais da campanha presidencial. A oposição terá duas alternativas: prometer, como fez Alckmin em 2006, que vai “manter e aprimorar os programas assistencialistas”; ou projetar a sua substituição gradativa por programas sociais efetivos no campo da educação, saúde, saneamento e emprego.

Apesar de toda a onda midiática em torno da figura do presidente, a lhe garantir a aura de “governante mais popular do mundo” – o que foi reforçado pelas recentes declarações de Barack Obama na reunião do G-20 –, o governo presidido por ele tem a consistência de uma bolha de sabão.Compará-lo aos governos de Vargas e de JK é não somente agredir o bom senso , como criar uma grande farsa histórica.

É preciso lembrar que nos quase sete anos de mandato, o governo pouco fez em relação às questões sociais básicas. A escola pública continua a despejar alunos que mal sabem ler e escrever; no setor da saúde,os hospitais já não suportam a carga de internações, e o SUS dá mostras claras de esgotamento do modelo; a segurança pública nunca esteve tão desestruturada, e nas grandes cidades o Estado já perdeu o controle de diversas áreas para o tráfico; o setor de infra-estrutura, em especial as rodovias, sofre com falta de investimentos planejados. Enquanto as reformas política e tributária não saem do papel, Lula tem inflado a máquina governamental, aumentado os gastos com pessoal, e privilegiado a área de propaganda com generosas verbas do Orçamento.



Mas, não basta à oposição apenas denunciar as mazelas e fraquezas do governo.Muitas vezes, tais críticas e denúncias são vistas como intrigas ou como choro de perdedor. Se tem competência, disposição e moral, precisa atingir o âmago do eleitorado e convencê-lo de que suas propostas no campo social são de fato consistentes, e capazes de conduzir o País ao desenvolvimento. Tem que convencê-lo de que em vez de bolsas, cotas, e ações paliativas, o Brasil precisa de uma política pública planejada na área econômica e social, o que se traduz, inicialmente, pela diminuição do tamanho do Estado e a desoneração do setor produtivo, com a redução da carga tributária, e, a médio prazo, por uma revolução na educação.

É importante destacar que a oposição, na próxima campanha não irá confrontar somente a candidata Dilma Rouseff. Irá enfrentar principalmente Lula, com toda a sua popularidade e o domínio da máquina governamental. E a prova disto está no fato de que sem perda de tempo, já colocaram a máquina em ação e saíram na frente na corrida pelo poder. Enquanto o principal partido de oposição não decide quem será seu candidato e se entrega a uma improdutiva discussão sobre a realização de prévias, Lula colocou o seu bloco na rua , e, num claro desafio à legislação eleitoral, tem rodado o país, promovendo a candidatura de sua ministra, sob o pretexto de inauguração de obras do PAC.

Se o PSDB e o DEM não se organizarem e estabelecerem uma estratégia capaz de se contrapor ao populismo a às mazelas da atual administração, estarão condenados a passar , no mínimo, mais quatro anos na oposição ao lulo-petismo. A não ser que, entregando os pontos e desistindo da dura tarefa de ser oposição, resolvam aderir ao governo, como muitos partidos fizeram. Afinal, na política brasileira tudo é possível.
140409

7 comentários:

|REDE|BLOGO| disse...

SORRIA VC ESTA NA |REDE|BLOGO|

Que oposição? disse...

O problema é que a dita posição é formada por quem? Por quem?A gente pode estar com o saco cheio de Lula e sua quadrilha, mas acreditar em que político da oposição? Por isso a oposição( a dita) está sem rumo. A propósito no que deu o mensalão do Eduardo Azeredo em Minas?E o Jereissati, continua a a ndar de jatinho as nossas custas?

Rosena disse...

Pois é Fernando, quando eu olho em volta não enxergo ninguém capaz de desmascar Lula . O Jarbas Vasconcelos parece que havia trazido a luz, mas o Jarbas é atigo na política e só agora aparece?? Esquisito, nã?

Celso M disse...

Não existe governo bom, quando o povo vai mal. desde o 1o. mandato, promessas, promessas, e melhoria, nenhuma, falta dinheiro: para saude, educação, estrada, mas para aumento da corrupção isto não falta.não existe respeito com as verbas publicas. gasta-se com bem entende sem criterios.

Eu Quero Serra disse...

A oposição não está amedrontada e já tem candidato

Renato Francinni disse...

Oposição no Brasil não tem moral para criticar Lula. Sabe pq? Pq eles já estiveram no poder, e os oito anos de mandato do professor FHC deixaram o Brasil atolado em dívidas e dependente das ordens do FMI. O governo Lula corrigiu isto. É claro que nem tudo está perfeito, ainda falta muito para ser feito. Mas lula mostra mais sintonia com o desejo do povão. E o Brasil tem muito mais chance de crescer com um governsante apoiado por Lula do que com a volta dos tucaos e do DEMônio ao poder. Os ataques ao governo atual são pura inveja.

Melina disse...

A situação está negra para todos nós. Não existe oposição desde que o Lula/Pt assumiu. R também desde então vimos escândalos memoravéis, cada vez mais as taxas tributárias aumentando.... a lista de coisa negativas será longa.
Mas duas únicas coisas aconteceram: 1ª: O Lula e família, tiraram a barriga da miséria e conheceram o mundo. Como eles viajaram e viajam???Quantos dias realmente Lula passou em seu gabinete governando (rs se é que ele governa lago mesmo)?
2ª: a bolsa família que deveria atender aos mais carentes e de regiões mais pobres do país, ficaram de pires na mão e com barriga vazia. Quem não precisa é que foi beneficiado. É a maior compra de votos de uma(s) eleição(ões) como nunca vimos na história do país. E o pior: o povo aplaude.